Capitulo 7 - Sentimentos em conflitos (Parte 3)

5000 Palavras
Ainda cambaleando, ela se levantou para ir. Mas antes, voltou e recolheu algumas coisas, uma pétala de Duvessa, um pouco de sua seiva e agora sem o efeito do gás que a planta emanava ela podia ver melhor, sua pele branca tinha marcas de folhas, no Alto de sua cabeça, o que antes parecia um fio de cabelo fora do lugar agora se revelava um galho com uma semente, Ikaros a pegou e guardou, com tudo em bolsa ela volto a seguir para as profundezas da floresta. A menina seguiu andando e se apoiando nas arvores, as vezes ela tropeçava em raízes longas, outras vezes segurava em falso e caia na lama. Sua pele ardia mais respirando fundo, a menina seguiu correndo. A menina correu por minutos até chegar a um pequeno lamaçal, no meio dele havia o tronco retorcido de uma grande árvore tombada coberta de musgo, lá dentro ela pode ver algo rosa se mexer, Ikaros correu na direção do lamaçal sorrindo. Foi apenas quando pisou na lama que percebeu que estava sem sapatos e grande parte de suas roupas, elas haviam sido corroídos, a garota estava quase nua em meio a floresta, sua pele avermelhada e com alguns pontos descascados, apenas agora que parará de corre é prestará atenção a sua situação que ela sentiu seu corpo todo arder e doer, seus pés que já estavam feridos antes agora se encontravam quase em carne viva, as feridas ficaram ainda mais fundas e mais largas, os arranhões cresceram ainda mais, o sangue escorria misturando-se com o resto do liquido verde. Era como se tivesse esfregado ácido em sua pele. Tentando não se importar com a dor, ela começou a atravessar, a lama batia em seus joelhos deixando a locomoção difícil, seus pés ardendo também não ajudava, a garota teve que abrir caminho com as mãos para poder avançar A pele da garota ardia, ainda estava coberta por aquela água que a estava corroendo aos poucos, então ela teve uma ideia e jogou lama por todo o seu corpo para que isso parasse, a lama ajudava, agora sem sua pele arder ela se pôs a atravessar o lamaçal. Mais algo a fez parar, algo grande se movia em baixo da lama, Ikaros tentou correr mais a quantidade de Ikaros andava meio que em transe, seus passos eram lentos e arrastados em meio a escuridão do pântano, sem animo ou destino, apenas sua força de vontade movia suas pernas. Mesmo ao ver olhos a observando, ouvir passos a seguindo ela não reagiu. O vento soprava cada vez mais forte. Urros altos preenchiam o silencio trazendo finalmente Ikaros a si, ela já não sabia onde estava, o sol já não iluminava mais o local. O pântano emanava um cheiro fétido de podridão. Os urros estavam cada vez mais próximos, a menina saio correndo de forma desesperada, seus pés tropeçavam em raízes, galhos retorcidos arranhavam sua pele. Como se farejassem o cheiro do medo, a criatura também começou a correr, pelos passos pesados parecia ter pelo menos 2 metros de atura. Por um momento, Ikaros olhou para trás tentando ver o que a perseguia, mais antes de poder enxergar com exatidão, raízes se enrolaram em seus pês a fazendo cair rolando no chão. Antes que pudesse se erguer, ela sentiu o chão tremer, e quando enfim levantou os olhos, pode ver em fim, era uma criatura grande e gorda, porém, mesmo sendo tão grande, era possível ver suas costelas e pele solta, ao erguer mais um pouco o olhar, viu dentes pontudos e um focinho semelhante ao de um porco. Ele urrou na direção de Ikaros e com grandes garras a acertou de uma só vez, porém a menina não foi ferida, de forma furiosa a criatura tentou novamente a esmagar usando seus dois braços, por reflexos ela colocou seus braços sobre na frente tentando se proteger, uma barreira de ar se formou lançando o mostro para trás de uma só vez. Aproveitando o desequilíbrio, Ikaros se ergueu e correu, se aproximando mais das profundezas do pântano, seu coração batia de forma ensurdecedora, as lagrimas de medo se acumulavam sobre seus olhos, novamente passos apressados foram ouvidos, ela correu o tanto que pode mais algo a acertou a lançando contra uma grande arvore. O ar escapava de seus pulmões, ela tentou puxar o ar mais era como se algo estivesse em sua garganta, impedindo do ar entrar. A menina tentou se arrastar mais era quase impossível. Ela se virou a tempo de ver a criatura se aproximar pronto para a destroçar com suas garras. Por puro reflexo e usando uma força que m*l sabia que tinha, a menina gritou a primeira palavra que surgiu em sua mente. Uma palavra que ela m*l sabia o significado mais que havia brotado do fundo de sua mente - Praemium Tudo parou, o monstro parou, nem um som se ouvia nos além da respiração e dos batimentos da garota. O monstro a olhou, sua pele começou a se mover, se encher de grandes caroços que cresciam o deixando cada vez maior, até que a criatura explodiu, o único som emitido foi de sua vísceras e partes de seu corpo caindo no chão. Ikaros olhou suas mãos e seu corpo que agora estava cheio do sangue e das partes do monstros. Ela olhava fixamente para suas mãos cobertas de sangue, sua respiração se acelerou, seu corpo tremia de puro pânico, ela havia matado um ser vivo, uma criatura que provavelmente só estava com fome. Seu corpo estava coberto pelas vísceras dele, sem conseguir se conter ela abraçou seu próprio corpo e deitou a cabeça na terra e gritou, gritou como queria ter gritado quando abandonou sua avo, quando foi perseguida, intimidada, quando seu mundo todo virou cinzas, ela gritou e chorou como a criança que era, e era isso que ela era, uma criança, uma criança sem casa e sozinha em um mundo aqui não conhecia. E agora, uma assassina também. Ela não sabia como, mais sabia que tinha sido ela. A menina queria apenas ficar ali chorando, até não ter mais lagrimas para chorar, não quer mais sentimentos para a fazer sofrer. Ela só queria esquecer Mas não podia, não agora. Ela precisava se controlar, mesmo sendo difícil ela precisava, Anator estava morrendo. Ela podia ter sua crise existencial depois, mais ela precisava ir, precisava se obrigar a andar. Ela passou a mão no chão, arranhando a terra lamacenta, ela respirou fundo algumas vezes e por fim se levantou. Mais ao erguer os olhos, viu horrorizada que as arvores em volta haviam sido derrubadas e que algumas coisas estavam em chamas. Sem querer pensar nisso ela se ergueu e correu, Ikaros correu o máximo que suas pernas conseguiu ate que enfim viu ao longe uma pequena clareira. Devagar ela seguiu até chegar ao lamaçal e em fim o atravessou. Quando enfim chegou a árvore retorcida a garota pode caio d joelhos no chão e pode ver as Rosas aladas, a flor era absolutamente linda, tinha o formato de um cestinho onde se guardava os bebes, suas pétalas pareciam ser macias, e dentro de algumas delas, tinha um filhote de fada adormecido, esse era um dos motivos dela ter esse nome, as fadas usavam para Guardar seus filhotes, e quando a jogávamos pra cima suas pétalas se abriam e ela caia ao chão tão levemente que suas pétalas pareciam asas as fazendo voar aos céus. - Achei – el constatou com lagrimas em seus olhos, as emoções afloravam quase transbordando por seus olhos, o sorriso infantil de alegria e alivio brotou em seus lábios A garota procurou as que não tinham fadinhas, ela pegou a maior quantidade possível antes de novamente sair correndo o máximo que conseguia, passar pelo lamaçal foi difícil mas conseguiu sair, a garota correu o mais rápido que pude, no caminho procurou algumas flores que havia visto, lris, lírio aranha e lírio do pântano. Quando achou voltou a correr sem parar. Ela chegou em seus companheiros após alguns minutos e não falou nada, apenas se jogou no chão, pegou água e uma cuia, não tinha um pilão, então Ikaros pós as pétalas na boca e as mastigou até tirar uma pasta e cuspiu na cuia, ela também acrescentou um pouco da seiva Verde da Duvessa, e as pétalas de lírio - sementes de papoula moídas – alva se aproximou mostrando a garota, Ikaros olhou e cheiro o **, então a colocou junto as pétalas, arrancou um galho do chão e usou para misturar junto a leite de hortelã - Ikaros alva pode fazer isso – Kalona pôs s mão no ombro da menina a fazendo gemer de dor, Ikaros afastou a mão do irmão e continuo a preparar o pasta acrescentando mais algumas folhas de rosa - tirem a blusa dela – a menina falou enquanto mexia. Ayara fez o que lhe foi pedido, mais raízes prendiam o corpo da Driade no chão, Ikaros olhou o ferimento com cuidado, ela pediu a adaga do irmão e quando lhe foi entregue a garota reabriu suas ferida e colocou a pasta lá dentro, as veias negras já tinham corrido toda a parte das costa da Driade, Kalista havia dito uma vez que quando uma Dríade morre, seu corpo virava uma grande árvore. O corpo de anatar já estava nos primeiros estágios, mesmo com ela ainda viva. Anator estava bem perto da morte por isso as raízes a cobriam agora, mas após alguns segundos elas começaram a se recolher lentamente, a pele de Anator voltará a sua coloração normal, sua pele já não estava mais tão fria e conseguiu abrir os olhos, Ikaros deitou a cabeça em seu peito, para ouvir seus batimentos e sentir sua respiração, que também haviam normalizado. Ikaros se levantou e sorriu passando a mão em seus cabelos, ela deu um passo para trás, seu corpo parecia pesado, muito pesado. Sem conseguir aguentar mais, Ikaros deixou seu corpo cair no chão, Kalona correu ate ela a a pegando em seus braços. Ele passou a mão no rosto da garota, seu corpo estava quente. Todos ali ficaram perplexos com o estado que a garota havia retornado, Kalona de Veras estava preocupado mais acima de tudo ele estava orgulhoso de sua irmã pois ela mostrou que havia aprendido muito bem os ensinamentos de sua avó, e que estava amadurecendo com todos os ocorridos ele apenas ficou ali segurando a menina. Olhando dela para Anator. Não só ele mais os demais também estavam impressionados com ela, que foi de garota irritante a uma guerreira inteligente, mais um em especial ficou realmente satisfeito com  Igneell se aproximou e passou seu focinho pelo rosto da garota, ele olhou Kalona e voltou a olhar a pequena. - A minha Pequena você está crescendo firme e forte como o sol De verão, descanse e tudo ira ficar bem – Kalona disse baixinho apenas para ela ouvir. Então Arrumou a enorme cabeleira vermelha que estava sobre seus braços e deu um beijo na sua testa dela antes de direcionar seu olhar a Ayara e falou - Me ajude a por ela mais ali pra que fique mais confortável, Glorieen e Tenebra vocês disseram que essas ervas aliviam a dor e ajudam a cicatrizar certo, por favor preparem um pouco pra ela que está precisando, Neferet por gentileza poderia limpar ela enquanto isso alban você pode ir atrás de comida pra nós? pois pelo visto teremos que passar alguns dias aqui até que ambas se recuperem e possamos seguir viajem - todas elas Sorriram ao jovem e prontamente se puseram a fazer o que lhes foi pedido, as elfas pegaram as ervas que tinham trago e começaram a preparar a mistura, Ayara Tratou de acomodar a garota embaixo da tenda feita de folhas e ajudou Neferet A limpar seu corpo que estava sujo de lama e sangue, alva e Adris estavam procurando uma roupa para que pudesse trocar os farrapos da que restava sob seu corpo, Altas falou - Kalona, você também ficava nesse estado quando usava magia? Sua irma parece sempre ficar bem abatida, as vezes parece que a pele dela ta pegando fogo por fora. - não - ele se ergueu e se afastou – não ficava não. - Me espera alba eu irei com você elas já tem tudo sobre controle aqui - O urso assentiu com a cabeça Alban se prontificou em arrumar mais galhos e folhas pra manter a fogueira acessa, pois já anoitecia e o frio começava a ficar maior, Orion e Igneell ficaram ali mesmo para manter a segurança caso ocorresse algum ataque, o leão mesmo não querendo Demonstrar estava inquieto e preocupado com Ikaros que estava sendo limpa por Ayara e Neferet, Órion apenas observava e nada falava ele entedia o que acontecia mesmo não querendo Igneell Já estava ligado através do fogo com a jovem assim como ele próprio tinha sua ligação com Kalona através da Terra. Kalona e Albas e atras seguiram pela pequena trilha mais a frente para poderem procurar algumas frutas e raízes que fossem comestíveis, atlas ia a frente mostrando o caminho que ia dar a onde ele tinha achado as outras frutas, Atlas então perguntou - Como Você Sabia que Ela ia conseguir voltar e trazer o antídoto, me desculpe, ela e sua irmã mais e irritante e sempre está reclamando. Nunca pensei que ela conseguiria fazer algo assim sozinha, sabe, humanos são difíceis. Kalona apenas riu com que atlas disse e depois lhe respondeu - E simples atlas a Iki é de fato bagunceira e reclama na maioria das vezes, mais se tem uma coisa que ela não suporta e que a considerem inútil ou incapaz de fazer alguma coisa, o m*l humor dela dobra, a gente conversou e falamos algumas coisas Anator também disse palavras que a fizeram pensar, ela tinha conhecimento sobre o veneno então ela foi provar que era capaz de fazer algo por conta própria, ela sempre foi assim. Teimosa porem destemida. As vezes tenho até inveja Ele terminou de falar e atlas apenas concordou com a cabeça e apontou pra frente indicando que havia chegado, eles foram até as as pequenas árvores e colheram os frutos que fosse suficiente pra eles comerem, mais a frente Viu algumas raízes marrom avermelhado e outras um pouco mais claras ele lembrou que algumas raízes eram comestíveis e foi conferir se aquelas eram umas das tais, e assim que certificou se que elas eram dessas ele chamou atlas e juntos cortaram algumas raízes também por fim já havia comida o suficiente eles então regressaram pelo caminho, ao chegarem de volta ao acampamento todos já estavam em volta da fogueira, e os corpos de iki e Anator já estavam limpos e com os remédios e cobertos com um cobertor de folhas, eles depositaram as frutas e raízes em uma cuia Kalona estava deitado, a lua estava alta no céu. Orion se aproximou e se deitou ao seu lado - sonhou com ele de novo? - o lobo perguntou irritado, ele odiava esses sonhos que o bruxo tinha - ele estava la parado, não falava nada, apenas olhava – Kalona suspirou e passou a mão em seus cabelos cansada, ele já estava irritado com esses seus sonhos – eu tentei colocar uma barreira em minha mente, e agora consigo sentir os olhos dele sobre mim, mais não sei o que fazer. - tenta fazer uma barreira a nossa volta, assim ele não vai poder nos vigiar – Orion olhou para Kalona, então estreitou seus olhos - o que a de errado? - A outros olhos sobre nos... talvez seja Kalista - ela e bruxa? não sabia – o lobo deitou-se e ficou olhando o rapaz - ela e, o engraçado e que deis de que me lembro ela tem a mesma aparência – ele riu lembrando de sua avó, sempre achou que ela era imortal, pois mesmo quando sua mãe era jovem, kalista já era velha, ele lembrava de falar com seu pai, e brincava que todo mundo ia morrer e kalista ainda estaria viva dançando sobre o tumulo de todos da casa por que ela era imortal, Kalona lembrava de sempre rir disso enquanto comia bolinhos da lua. Igneell que estava dormindo, ergueu-se de uma só vez e olhou a pequena cabana de folhas que Ikaros estava. Ele esticou suas asas e deu um longo salto e parando sobre a cabana da garota usando todo o seu corpo para a cobrir. Kalona pegou sua espada e avançou mais Orion o deteve com sua pata e apenas olhou. Fogo voou por todos os lados, passando por pequenas frestas entre as asas do leão que usava seu corpo como escudo, Kalona pode ouvir Ikaros gritando de forma desesperada la dentro, porem apenas quando o fogo diminuiu, Igneell saiu de cima da cabana revelando uma Ikaros nua se debatendo no chão e gritando, a menina abriu repentinamente os olhos e se ergueu correndo sem parar, todos ali se levantaram e ficaram olhando a cena, até mesmo Anator que já estava melhor, levantou e ficou olhando. Kalona correu com uma manta atrás de Ikaros a achando no chão, ela socava o chão enquanto gritava e chorava, ela olhou Kalona se aproximar e apenas gritou para o rapaz se afastar, uma grande rajada de vento foi contra Kalona o lançando para trás. A menina olhou suas mãos tremendo enquanto lagrimas caiam de seus olhos, ela se encolheu no chão abraçando suas penas e afundando sua cabeça entre os joelhos - eu sou um monstro, um monstro, faz parar por favor – ela sussurrava entre soluções, fleches de tudo o que aconteceu bombardeavam sua mente rápido demais para poder Acompanhar. Desesperada para fazer parar, a pequena começou a bater em sua cabeça querendo que sua dor física apagasse a dor em seu peito, ela era o monstro que abandonou sua avó, o monstro que matou um ser vivo. Mesmo estando limpa, ela ainda podia sentir o sangue em sua mão. Kalona olhava sua irmã, ela havia engolido tudo o que havia acontecido até não aguentar mais, até explodir. Sem pensar duas vezes kalona correu até sua irmã e a abraçou assim como ela havia o abraçado - eu odeio você, odeio. Eu odeio você – Ikaros dizia enquanto batia no peito do irmão sem muita força ou convicção, sua cabeça doía mais não tanto quanto seu coração. Sem resistir mais ao contato com o irmão, ela segurou forte em sua camisa enquanto deixava chorava quase convulsivamente e dizia o quanto o odiava - me desculpe, desculpe solzinho desculpe. Me perdoa minha pequena eu sei – ele sussurrava de forma paciente enquanto acariciava seus cabelos e a pressionava mais contra seu corpo – me desculpe, eu vou cuidar de você, eu prometo Sem aguentar mais, Ikaros desmaiou sendo segurada por kalona. Ele olhou para o rosto de sua irmã com atenção, passando a mão em seu rosto e limpando suas lagrimas, ele beijou sua testa e se levantou a levando de volta para o acampamento - tão dramática – anator sussurrou mais logo se calou quando viu os olhos vermelhos do garoto Ele andou até Igneell e deitou a garota sobre as patas do leão e a cobriu com um manto, ele passou a mão na testa da garota, percebendo que estava levemente febril, então sussurrou "hiems" enquanto tocava na testa da pequena, uma aura vermelha cobriu o corpo de Ikaros O rapaz abriu os braços sussurrando palavras quase incompreensíveis, novamente uma aura formou uma cúpula sobre todos ali - agora ficaremos protegidos, os soldados não nos encontraram mesmo se pararem a nossa frente Ao amanhecer, Ikaros ainda não havia acordado. Anator já estava bem mais a menina não acordava, sua febre estava sobre controle, mais queimava o chão a sua volta mantendo kalona e os outros longe. Igneell tentava absorver o calor emanado pela garota, mais era difícil fazer de uma forma que não ferisse todos a sua volta ou a própria garota. Kalona ficava sentado no limite em que podia para ficar observando amenina - Kalona? – atlas se aproximou por trás do garoto e tocou em seu braço – kalona, precisamos conversar - estou ouvindo – o rapaz disse sem olhar para o gato, ele estava preocupado com a condição de sua irmã - estamos sem comida, precisa nos dizer o que fazer. Vamos embora? vamos ficar? - vamos ficar – ele disse de forma seria, mais então suspirou e olhou para o ladino e depois para seus amigos, então ele suspirou novamente passando a mão em seus cabelos – ok. Alban, procure um rio e tente pescar e água fresca, atlas, tente achar algo comestível no pântano, Anator, se já estiver melhor, vá com atlas e procure algo comestível nas arvores voltem ates do entardecer... Orion, você também, vá caçar algo para você comer e, traga para igneell também ok Logo todos saíram para fazerem suas respectivas tarefas, deixando Kalona sentado ao chão olhando sua irmã deitada. Quanto mais tempo a garota passava dormindo, mais preocupado com sua situação o rapaz ficava, estranhamente, o seu feitiço estava quase se quebrando, ele tinha que se esforçar para manter a barreira em volta garota. Ao que parecia, os poderes dela se manifestavam mesmo quando estava dormindo, agindo de uma só vez, enfraquecendo a barreira. Kalona precisava refazer diariamente ela para não ferir ninguém em volta. Após alguns minutos, Anator surgiu carregando um tronco, Glorien se aproximou da dríade, se dividindo entre olhar o tronco e a mulher - Você sabe que não comemos arvores. Não e? – ela sorriu chamando Tenebryan para olhar, a mulher sorriu se apoiando na elfa – a gente deve ter cara de p**a-p*u ne. -não ria da menina gloriann, a coitada quase morreu, e compreensivo que ela faça esse tipo de confusão Anator apenas revirou os olhos e se ajoelhou ao chão, então afundou as mãos dentro do tronco e o partiu no meio revelando estranhas larvas dentro do tronco. - isso aqui são Turús. Bichos do p*u, são uma espécie de moluscos que crescem e se desenvolvem dentro de troncos caídos. São grande fontes de vitaminas, e só você pegar um e pôr na boca, dizem que tem sabor de ostras - você não come? – a elfa perguntou um pouco preocupada enquanto cutucava os turu - me alimento como as plantas, através de fotossíntese – a dríade pegou uma cuia, voltou até a arvore e começou a retirar todos os Turús do tronco, então começou a lavar eles calada, mais seus olhos se desviaram para Kalona e bufou – não sei o motivo de não seguir- Nos em frente, se todas as noites ela acorda, grita e ataca até dormir de novo. - ela salvou sua vida, o que você está fazendo agora se chama ingratidão – tenebryan disse reprovando a atitude da dríade - só acho que já deveríamos ter seguido em frente, estamos expostos de mais aqui - Cale a boca, já chega anator - Kalona gritou chamando a atenção de todos – estou cansada de ouvir você reclamar e falar m*l de minha irmã. Pelo bem de nossa amizade, te cale ou não irei agir por mim Kalona já estava cansado de todas as reclamações, cansado de ouvir que estava favorecendo a mais jovem por ser sua irmã. Então o rapaz pegou um galho o fazendo flutua em direção a sua irmã, pouco a pouco o galho foi escurecendo ate pegar fogo e depois virar cinzas - Agora entendem o por que de estamos parados esperando ela se recuperar ? - ele olhou a todos, principalmente a Anator - Eu só acho que o comedor e fogo deveria fazer o trabalho dele melhor - a driad disse apontando com o queixo para igneell e dando de ombros, visivelmente irritada com a fala do amigo Igneell bufou furioso, ele pôs ikaros em suas costas e voou para longe, quase 10 metros de distancia, alem da barreira estabelecida por kalona, la ele pôs a menina deitada no chão com cuidado e se afastou batendo suas grandes asas e voando para cima, então esperou. Uma leve lufada de ar quente chegou a todos do acampamento, o chão em volta ao corpo de Ikaros começou a queimar criando um circulo perfeito com ela no centro, as chamas se espalharam a ate ficar a 3 metros do acampamento fazendo todos ali recuarem ao sentir o calor, um pequeno lagarto entrou dentro do circulo e instantaneamente entrou em combustão, seu corpo queimou ate não ter mais o que queimar. - Já entendemos, pode voltar a fazer o seu trabalho - gritou Anator atras de Alban, mais vendo que o Leão a ignorou ela gritou para kalona, as folhas em seu corpo começavam a queimar Kalona ficou parado analisando a irmã, o calor que ela emitia vinha em ondas e estava diminuindo, como o oceano, que recuava suas águas quando uma onda realmente grande, ele olhou apreensivo para Igneell, o Leão o olhou de volta de forma fria, ele não se importava com oque poderia acontecer com os demais. O Leão não ligava Kalona bateu o pé no chão traçando uma linha na frente de todos, firmou seus pés, arrumou sua postura, com sua mão esquerda, segurou seu antebraço direito, enquanto fazia um gesto estranho com a mão em garra com a palma virada pra cima, como se ergue-se a esfera mais pesada do mundo. porem, aos olhos dos outros, nada aconteci. Então começou, algo que parecia afiado como navalhas atingia o chão, cortando e queimando o local onde era atingido, kalona pôs ainda mais força, a "navalha" atingia oque parecia uma barreira invisível entre eles e o campo a gente, deixando marcas de fogo que logo sumiam. - E um ataque de vento - Alban se aproxima da barreira passando a mão onde havia sido atingida - Vento quente, ao mesmo tempo que corta, também queima, nunca vi um ataque assim tão brutal - Alguém precisa fazer aquela garota parar - Anator gritou, ao ver que ninguém fazia nada, a e ficavam apenas olhando ela gritar, a Driad rosnou e pós as mãos no chão, o circulo em sua testa brilhou, kalona gritou para ria parar mais de nada adiantou, nem ao menos precisou. A driade usara plantas para atacar Ikaros, porem elas eram cortadas e queimadas de imediato, não importando se o ataque viessem de fora, ou de baixo dos pés da garota Logo a constância dos ataques de cento diminuía. O calor também foi recuando, Igneell pousou sobre a menina, a pegando com cuidado e pondo em suas costas e andando para onde estava antes, então ele se sentou, pós o corpo da pequena sobre suas patas novamente e fechou seus olhos, agindo como se nada tivesse acontecido. Kalona caiu de joelhos no chão, seu rosto e roupas coberto por suor - Ela tem um poder muito... destrutivo, meu amigo - Albam ajudou kalona a se levantar - foi agraciada com ar e fogo, duas constantes que sempre andam juntas, e que podem ser bem perigosas - Eu sei, eu sei - kalona sorriu passando a mão no rosto - Ela precisa de direção, não teve nem uma nesses anos, não sobre esse assunto - ela tem que ir embora, ela e perigosa - Anator dizia de forma escandalosa, fazendo Igneell abrir seus olhos e a olhar - Ela representa perigo a todos nós, você não pode ficar pensando apenas em si, somos um grupo - Não estou obrigando ninguém a ficar Anator, se deseja tanto ir, que vá, não irei a impedir, não irei impedir ninguém. Mais minha irmã fica ao meu lado, se não tiverem feliz, sinto muito. Todos se olharam e deram de ombros voltando aos seus afazeres, kalona encarou Anator que apenas abaixo cabeça e voltou a separar os turus do tronco - E nunca mais ataque minha irmã, ou não lhe darei a escolha de ir ou ficar, entendeu ---- - E você tambem fala de mais - ele concluiu com um leve sorriso nos lábios Ikaros olhou o homem pasma, tentou se levantar mais ele a segurou pela cintura a mantendo sentada, a garota o olhou de novo com mais atenção, ele era alto e magro mais ainda assim tinha o físico bem definido, tinha a pele clara e os cabelo brancos e volumosos, ele não vestia nada além de uma calça preta, Ikaros o olhou com mais atenção ainda, ela sentia que conhecia seu olhos azuis mais não lembrava de onde, a garota tentou tocar em seu rosto mais o homem segurou sua mão, ele olhou para a garota de forma profunda, parecia que olhava sua alma e ela odiava isso - poderia parar com isso ? - a garota virou o rosto e puxou sua mão constrangida mais o homem a fez olhar para ele novamente a segurando pelo queixo - Você é irritante, fala de mais, e cansativa... e - Eu não preciso ouvir isso - ela tentou se levantar novamente mais ele não deixou. - E tem o talento de fazer tudo errado, mais nunca foi covarde, sempre demostrou força da sua própria maneira mesmo sendo irritante, eu sei que esta sendo difícil relembrar tudo, lembrar tudo o que sua avó apagou mais você precisa enfrentar isso, enfrentar a morte dela também ou vai te consumir - ja me consumiu, eu estava com tanto ódio e... quase deixei ele me fazer algo irreversível, eu estou com tanta raiva, tanto medo... não sei o que fazer, sei que devia estar ajudando meu irmão a passa por isso mais não consigo o olhar, sei que a culpa não e dele e não o culpo mais, e dificil não me julgar, tenho medo do que todos vão pensar de mim - Se eles te conhecem como eu, não vão estar surpresos, voce sempre foi cabeça quente - Você não me conhece - Se eles te conhecem como eu, não vão estar surpresos, voce sempre foi cabeça quente -
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