Rosana não queria chorar, ela não era o tipo de pessoa que chorava por qualquer coisa, mas era um desses momentos em que a emoção toma conta de tudo. O coração apertado diante do fato consumado. — Eu posso leva-la ao seu encontro de tempos em tempos. — Sugeriu, em uma última tentativa de não permitir que o amigo abrisse mão da filha. O homem, que arrumava seus parcos pertences em uma pequena mala, retrucou. — E cada vez que fizesse isso, a colocaria em risco e todo sacrifício que fiz será em vão. Quando eu partir, Rosana, precisa ser para sempre. Sabendo que aquela era a última chance de convencer o amigo, não era possível que ele simplesmente iria embora sem olhar para trás. — Ou até neutralizarmos nossos inimigos. Marcelo vai cuidar de tudo, pode demorar um pouco, mas... — Eu sou

