Edgar Bolivatto estava vivendo o sonho dourado de qualquer adolescente de dezessete anos e não podia contar a ninguém. Era a única forma de continuar com aquela aventura: manter o mais absoluto segredo de suas atividades.
— Eu logo vou fazer dezoito. Ninguém vai ligar se eu curto uma mulher mais velha. — Havia tentado argumentar.
— Pode ser que ninguém ligue, mas a madame levou muito tempo aceitar encontrar com você. Não seja i*****l e estrague tudo! — Heidi havia avisado quando o colocou no esquema. — Ela preferia esperar que você completasse dezoito, mas...
— Eu vou embora logo. — Completou o rapaz.
— E por minha causa ela vai abrir uma exceção. Logo, não estrague tudo e fique de bico calado.
Essa era uma parte interessante daquela história: não podia sair se gabando sobre suas aventuras ou tudo estaria acabado.
—Uma das coisas que você precisa aprender, meu querido, é que homens que falam demais nunca fazem nada, ou pelo menos não são tão competentes como alegam. Homens de verdade, sabem o valor do silêncio e do respeito a parceira.
A madame havia colocado as regras na mesa antes mesmo de tocá-lo. A vida longa e útil das lições de piano dependia exatamente de sua capacidade de manter a boca fechada.
Edgar não se importava em não poder se gabar para os amigos, mas com o fato de não poder contar a seu único amigo de verdade.
— Mas o Marcelo não contará para ninguém. — Ele tentou argumentar.
— As regras são essas. Se não quiser obedecer, pode ir embora.
Último ano de escola, há dois meses de completar dezoito anos. Deveria estar concentrado no vestibular, mas tudo o que conseguia se concentrar era em aproveitar os últimos meses daquela aventura.
Se avó imaginasse que suas atividades extracurriculares não envolviam lições de piano, arrancaria seu couro, mas o que dizer? Edgar m*l podia acreditar no que estava acontecendo. Tinha diante de si duas mulheres, que queriam f********o com ele. Ao mesmo tempo.
Não era que fosse um virgenzinho. Uma das mulheres a sua frente tinha resolvido o problema meses atrás. Heidi, aos dezenove anos, era uma dessas pessoas que exploravam sua sexualidade de forma muito livre. Filha de uma amiga da família, passou a fazer pequenos trabalhos como assistente da senhora Bolivatto. A paquera entre ela e o neto da patroa nem era exatamente um segredo, mas ninguém apenas levava aquilo a sério. A moça não era conhecida por gostar de namorados fixos e a diferença de dois anos entre eles era quase irrelevante.
Agora o conduzia pela mão para que se aproximasse madame.
— Então você é o brinquedinho da Heidi.
Ele sorriu com certo deboche. Dona Irina, como ela pediu para ser chamada, tinha se acomodado uma poltrona e agia como uma rainha. Provavelmente ela perderia aquela pose dali a pouco, mas por hora talvez fosse bom ela achar que estava no comando. Ou não.
— Não acredito que seja de alguém, minha senhora. A relação que tenho com a Heidi sempre foi livre de laços.
Um sorriso surpreso ficou congelado no rosto da dona da casa por segundos, porém ela logo se recuperou.
— Você tem razão Heidi, esse seu garoto é uma delícia.
— A senhora ainda não viu nada, dona Irina, não viu nada.
—Ah, então eu m*l posso esperar para ver...
— E eu m*l posso esperar para mostrar.
A mulher sorriu.
— Venha aqui, meu rapaz.
Ele se ajoelhou diante dela. Inclinou-se e tomou o rosto do menino. Deu um beijo suave. O rapaz também não aprofundou a caricia.
— Nada afoito como é de se esperar dos garotos de sua idade, beija bem e sabe a importância da paciência. Você o treinou muito bem Heidi.
— Obrigada, senhora.
— Venha aqui. — Ela se recostou no assento— Quero ver do que vocês são capazes juntos.
Como pudor nunca foi uma das qualidades da jovem assistente, na mesma hora ela estava ao lado de Edgar. Buscou seus lábios num beijo cheio de erotismo. Enquanto o beijava olhava de lado à patroa. Sua língua brincava com os lábios do jovem, ora mordendo, ora lambendo, mas o espetáculo não era para ele. E Edgar sabia disso. Com firmeza, ainda ajoelhado, tomou a moça pela cintura aproximando os corpos. Suas mãos passearam por suas costas e chegaram as suas nádegas, levando-a sobre sua ereção. A moça gemeu. A patroa também. Edgar sorriu. Iria enlouquecer as duas antes do final daquela tarde.
Ainda beijava a empregada quando sentiu a patroa puxando seus cabelos. A mulher atacou seus lábios com voracidade. Heidi, habituada naquele tipo de jogo, não se ofendeu, foi logo retirando a roupa do rapaz. Ia beijando cada pedaço de pele que desnudava. Edgar fazia de tudo para atender as duas mulheres. Nem parecia ser sua primeira experiência a três. Tudo bem, já havia assistido a uns filmes, mas a realidade era coisa bem diferente. Depois da Emmanuelle, ficou viciado. Enquanto a moça trabalhava, ele ia arrancando a roupa da senhora. Os botões da blusa que esta usava voaram longe, quando ele abriu a camisa de vez. Enterrou a cara nos s***s fartos, para tomar um mamilo em sua boca a seguir. Quando sentiu mãos no botão de sua calça, afastou a boca do corpo feminino. Ficou de pé para facilitar o trabalho de Heidi, mas não soltou Irina, ajudou a se levantar também. Nem mesmo quando recebeu um dos beijos incendiários da mulher mais jovem, soltou a outras. As mãos ainda brincavam em seus s***s. Irina, também não era uma iniciante e logo tinha o p*u do garoto em sua boca.
—Ai, senhora, assim a gente não vai muito longe. — O Bolivatto reclamou, interrompendo o beijo, mas isso só fez a mulher intensificar as chupadas. A ponto de gozar o rapaz a afastou.
—Ainda não. — Foi rude ao falar. E de forma grosseira ainda a empurrou contra a poltrona. — Escolha: Minha boca ou meu p*u?
Irina o olhava estarrecida. Heidi apenas sorria orgulhosa.
— Não pode ser os dois? Você deita no chão, a Heidi sobre em seu p*u e eu em sua boca?
Sugestão acatada, Edgar conseguiu arrancar dois orgasmos da patroa em sua boca, enquanto a empregada atingiu o êxtase junto com ele. As duas mulheres pouco depois caíram uma de cada lado do rapaz.
— Nossa rapaz! Você é assombroso.
— Mas ainda não acabou senhora.
Para a surpresa de Irina. Edgar ajoelhou-se com uma perna a cada lado do seu corpo. O pênis já enrijecido em sua entrada. Antes de tudo, pegou a carteira no bolso da calça e dela uma camisinha.
— Quer fazer o favor?
— É claro.
Como toda habilidade vestiu o garoto.
— Segure-se senhora, vou ser um pouquinho bruto. — E a penetrou profundamente.
Foi muito barulhento. Dona Irina gritava a cada investida do rapaz.
Edgar só tinha visto aquilo em filmes, então sua excitação atingiu o auge. Quase gozou, mas se conteve no último momento. Estocava assistindo e se deliciando com a interação entre as mulheres. Queria ver mais, porém por hora se satisfazia com aquilo. Algo dizia que outras tardes viriam.
*~*~*
Um mês havia se passado e Marcelo teve uma sensação de dèjá vu. Sua deusa loira. Um final de tarde. Um carro trancado com a chave por dentro. Chutes no pneu... como nas últimas três vezes.
— Acho que da próxima vez você podia trazer algo. Quando eu saio do treino estou com fome, uns sanduichinhos cairiam bem.
Como sempre levou poucos segundos para abrir o carro.
— Obrigada. Você me salvou de novo.
— Alguma vez você poderá não me achar no treino. Tome mais cuidado.
— Eu sempre tomo. Primeiro confiro se você veio. Só então bato a porta do carro.
Com essa tirada entrou no veículo, mas não conseguiu dá a partida. Foi arrancada do assento.
Marcelo não pensou no que estava fazendo, apenas a segurou. Que tipo de jogo era aquele?
—Ai, meu braço!
O rapaz apenas afrouxou o aperto de seus dedos, percebendo que estava sendo rude.
— O que você disse?
— Nada.
— Rosana!
A garota estava trêmula.
— Eu... eu...
— Eu já entendi o “eu”. Desembucha o resto.
Ela parou. Abaixou a cabeça e inspirou fundo. E encarou.
— Você podia deixar de ser burro e perceber que eu estou afim de você?!
Era brincadeira? Olhou em volta procurando pelas amigas delas. Tinha certeza que a qualquer momento ia aparecer alguém dizendo que era uma aposta. Ou, até onde sabia, a princesinha não era dada a participar dos joguinhos de suas colegas.
— O que você está fazendo?
— O quê?
— Onde estão suas amigas? Isso é uma piada para você? — Segurou os braços da moça com mais força do que deveria, mas estava com dificuldade de aceitar que até ela se dava ao luxo de querer brincar com ele.
— O que...? Solta meu braço, seu e******o! Você está me machucando! — Ela exigiu.
Marcelo afrouxou o aperto, mas não a soltou
— Você não vai escapar tão fácil. Vai me contar o que está acontecendo aqui. Você e suas amiguinhas acharam divertido tentar me fazer de trouxa?
Marcelo sabia que apesar de todas as conquistas, ainda era desprezado pelos colegas de escola, mas ver Rosana, que sempre esteve acima de todas as coisas, tentar brincar com os sentimentos dele foi doloroso, por que ela era a única ali que podia de verdade machucá-lo.
— Não seja i****a, eu jamais faria esse tipo de brincadeira.
— Então o que está acontecendo aqui?
— O que está acontecendo é que eu sou uma estúpida e pensei que tinha chance com você. Mas eu não sou boa o suficiente para o grande Marcelo Silva.
O rapaz foi levado para uma realidade paralela. Rosana Mendonça dizendo que não era boa o suficiente para Marcelo, o filho do “chaveiro”, era no mínimo para pirar.
— Ficou louca?
— O que? Vai dizer que não foge de mim como se eu tivesse lepra? Que já ficou com quase todas as minhas amigas, mas nunca me deu bola? Que por mais que eu tente chamar sua atenção você me ignora?
Boquiaberto era pouco para descrever o Gigante, apelido de Marcelo nas quadras, mas seu estado mudou em segundos. Era uma chance que ele não poderia perder. Segurando a cabeça da moça, guiou-lhe os lábios para os seus. A resposta da sua deusa loira quase o deixou sem fôlego: esfomeada. Insistente. Intensa. Abriu a porta do carro atrás de si sem solta-lo. Deitou-se no banco puxando o corpo do rapaz sobre o seu. Arrancando a sua camisa no processo. Ele congelou diante dessa atitude.
Droga, estavam no estacionamento da escola, onde poderiam ser visto por qualquer um.
— Não fala nada, por favor... só fica comigo, ok?
Ele não acreditou em seus próprios ouvidos. Vinha sonhando com aquilo há muitos anos.
Quando Rosana tocou no cinto da calça dele, Marcelo pareceu acordar.
—Tem certeza? — Perguntou segurando suas mãos impedindo-a abrir o cinto.
— Quando se trata de você eu nunca tenho certeza de nada, Marcelo. Eu sei que não deveria estar aqui, mas e se não tiver outra chance? E se amanhã você não quiser mais olhar para mim?
O rapaz congelou. Não acreditava nos próprios ouvidos. Precisava entender o que estava acontecendo ali, como de súbito, a poderosa Rosana Mendonça, não apenas o havia notado, como queria ficar com ele.
— Certo, mas não aqui. — Decidiu se afastando. — Qualquer um pode nos ver.
Era um risco que corria ao colocar uma distância física entre os dois. Viu a decepção nos olhos da moça, quando se afastou. Foi por isso que deu um beijo impregnado de promessas sensuais. Quando a soltou, ficou satisfeito com o evidente estado de excitação em que a deixou.
— Siga-me!
Marcelo, aos dezenove anos, tinha carteira de motorista. Rosana tinha dezessete, quase dezoito, mas seu pai era desembargador. Ela era uma boa motorista. Soube seguir o rapaz de forma discreta, a uma distância segura. Era como se soubesse exatamente o que fazer.
A pequena fazenda da avó de Marcelo ficava fora da cidade. Estava desocupada desde a morte da mesma, mas era um refúgio de fim de semana familiar. A casa ficava recuada, a garagem, nos fundos. Longe das vistas de quem passava na estrada.
Mal saíram dos carros, estavam nos braços um do outro. Rosana foi pressionada contra o próprio veículo.
Poucos segundos depois, ele via a sua diva pela primeira vez nua. Os m*****s rosados, a pele muito rosada. Os lábios vermelhos por seus beijos. A respiração ofegante. Não podia acreditar. Estava fazendo amor com Rosana Mendonça. Foi tanta emoção que quase bancou o i****a e se descontrolou. Um absurdo, afinal, não era um garotinho inexperiente. Era Marcelo Silva. E todos o admiravam.
Ele queria fazer devagar, para que ambos apreciassem, mas a cada gemido da moça, maior era sua excitação. As carícias prosseguiram sem que tivesse controle do que acontecia e quando deu por si, estava dentro dela.
Foi quando as unhas dela se enterraram nos braços dele.
— Rosana! — Exclamou quando percebeu ela se enrijecer. A moça era apertada e ele sentiu dificuldade em avançar.
Ele era o seu primeiro, enfim se deu conta. Como era possível?
— Está... está tudo bem— Ela o acalmou, mas ele percebia um toque de dor em sua voz. Antes que tomasse qualquer atitude ela começou a se mover devagar. Desarticuladamente. Obviamente não tinha experiência naquilo.
— Rosana...
— Marcelo, não para agora....
Era um pedido desesperado. Não entendia o que estava acontecendo ali, mas uma vez que a chance foi dada.
— Calma— ele segurou a amante pelo quadril. — Assim...— e mostrou como ela devia se mover.
Como muito esforço permitiu que ela gozasse primeiro. Heidi, amiga gostosa de seu melhor amigo, e garota que ensinou uma ou duas coisas a Marcelo, dizia que essa era a melhor forma de conquistar uma mulher: reprimindo o lado egoísta que todo homem tinha.
— Se a menina gostar, vai sempre querer mais. Um pouco de esforço gera grandes recompensas.
Depois do clímax, deixou o corpo repousar contra dela por alguns instantes. Quando finalmente tentou se mover, Rosana não permitiu.
—Não. Fica assim, só um pouquinho. — E o abraçou forte.
Então Marcelo percebeu: aquele era o seu lugar.