Apesar de já estar acordada há algum tempo, preguiçosamente, Rosana de aconchegou no calor do marido. Estava inacreditavelmente feliz, apesar de saber que os tempos de calmaria estavam com os dias contados. Desejou que aquele dia se prolongasse, queria reter aquela sensação de felicidade para aguente as provações futuras. Precisaria de tantas boas lembranças quanto pudesse guardar para quando não restasse mais nada. De algum modo, Marcelo havia baixado a guarda nas últimas horas. Nos últimos tempos, embora evitasse o confronto, era possível ver o quão furioso estava. Tinha muitas perguntas e poucas respostas. Para alguém tão centralizador como ele, aquela deveria ser a maior das torturas. Rosana sentia-se tentada a dividir suas inquietações com o marido, mas tinha medo. Medo das coisas

