Rosana não acreditava em final felizes. Acreditava em finais possíveis. Acreditava em fechamentos e recomeços. Há muito havia percebia que a vida era uma sucessão de recomeços. E que quando não aprendemos com nossos erros, tendemos a repeti-los incessantemente. Também sabia que grandes momentos de felicidades, precediam grandes momentos de tristeza. Que os dias de tempestades sempre vem. Apesar de não gostar da palavra resiliência empregada em alguns contextos, acreditava que não se podia aceitar passivamente tudo, ela sabia que algumas coisas são inevitáveis. Uma vez, Rosana leu em algum lugar que 7% da população tinha algum traço de psicopatia. Isso era assustador. Em contas simples significava que 7 a cada 100 pessoas eram psicopatas. 70 entre 1000. 70. 000 em 1 milhão. Era aterr

