Vexame

1060 Palavras
-E então...para onde a senhora gostaria de ir? -O homem que mais parecia um Deus, me perguntou, e sinceramente, com esse homem eu iria a qualquer lugar. -Senhora não, pelo amor! senhorita! eu quase morri, mas sigo bem! eu tenho uma festa de casamento pra ir, quer vir comigo? -Está me dizendo que você vai a festa do seu casamento que não aconteceu? -Tá brincando? eu paguei uma fortuna por aquela festa! jamais deixaria que aquele i****a tirasse isso de mim, se tem uma coisa a qual eu dou valor, é ao meu dinheiro! -Tudo bem então, eu te deixo lá... -Não, você vem comigo! é meu convidado. -Não precisa fazer isso, dona Gabriella...eu só fui contratado para fazer a segurança na igreja, nem de longe sou um de seus convidados ou me pareço com eles. -Se tem uma coisa que eu odeio, Otávio, são esteriótipos. Ele sorriu e seguiu, rumo ao endereço do salão que eu o havia dado...assim que chegamos lá, todos os paparazzis se reuniram em volta do carro, pouquíssimo chamativo no qual eu havia chego, eles começaram a fazer perguntas e tirar fotos, e eu, estava dando o meu máximo para mostrar a maior felicidade possível, de jeito nenhum iria deixar que o maldito do Daniel manchasse minha reputação. ''Senhorita Meirelles, o que vai acontecer agora? você e o Daniel Mendes romperam?'' -O que vai acontecer, é o que acontece sempre, minha cara...a fila anda! sou uma mulher ocupada demais para ficar chorando pitangas por ai, com licença.-Eu disse, respondendo a uma das repórteres, e entrando, logo em seguida, puxando Otávio, que parecia assustado com a quantidade de câmeras. -Como você consegue? -Ele perguntou, assim que entramos no salão. -Consigo o que? -Estar tão bem...tão elegante, quando eu descobri que minha namorada me traiu, fiquei trancado no quarto por 1 mês... Não consegui me segurar, e acabei soltando uma leve risada. -Desculpa...não é engraçado...bom, eu só, não quero dar a eles o luxo de me ver m*l, minha imagem importa muito pra mim, foi muito difícil chegar aonde eu cheguei e pra isso, eu precisei criar uma armadura ipenetrável, um deslize e eu coloco tudo a perder. Nos encaramos por alguns segundos, antes de adentrar a festa, fazendo com que todos os olhassem para nós, alguns olhares eram de pena, outros, de admiração, e a maioria deles, eram pro homem gostoso que estava ao meu lado. -Tem certeza de que quer fazer isso? você não precisa provar nada a ninguém...-Ele disse, me encarando. -Eu preciso sim, a mim mesma...-Eu disse, seguindo em direção a todos. Perdi alguns minutos tendo que aguentar as ''condolências'' de alguns, enquanto outros falavam do quanto eu era corajosa, e tinham também os interesseiros, que só se aproximavam afim de conseguir alguns ''pontos'' comigo, mas, em poucos minutos, consegui afastar todos e fazer o que eu realmente havia vindo aqui para fazer, curtir a minha festa. Já comecei pegando o meu primeiro drink, e peguei um também para o lindíssimo homem que me acompanhava, já pensando que seria com ele que eu afogaria todas as minhas lágrimas hoje, porque, acho que não existe nada melhor para tristeza do que a curar sentando em um colo bem gostoso, não é mesmo? -Eu não bebo...-Ele disse, jogando um balde de água fria nas minhas intenções. -O que? como assim, não bebe? -Trabalho como segurança...tenho uma dieta muito rígida pra manter o perfil. E eu logo pensei, ah não! mais um babaca como o Daniel eu não aguento! -Tudo bem então, sobra mais pra mim...-Eu disse, já pensando em cortar as relações. Mas, ele continuou me acompanhando, e conversando comigo a cada drink, até que eu percebesse que talvez já estivesse um pouco, bêbada...foi tempo suficiente para que eu me jogasse na pista de dança, e, até, subir em cima de uma mesa, mas, essa de longe havia sido a pior idéia que eu já tive, já que, assim que eu subi, tudo começou a ficar turvo e, eu só me lembro de cair... Acordei, em um lugar desconhecido, olhei para baixo e já não estava mais com o meu vestido, ao invés disso, estava vestindo uma camiseta, masculina...olhei em volta e era um apartamento bem feio, com uma decoração de muito m*l gosto e cheiro de frango com ovo cozido. -Que bom que finalmente acordou, eu já estava pensando seriamente em chamar um médico, estava ficando preocupado... Ah não! era o homem gostoso! -Como eu vim parar aqui? eu só me lembro de ter caído. -Bom, assim que você caiu, eu achei que alguém fosse ajudar, mas, ao invés disso, todos correram para tirar foto, então, eu corri para te tirar dali o mais rápido possível, mas, não sabia pra onde te levar, então, eu te trouxe pra minha casa. -TIRARAM FOTO DE MIM CAÍDA? -Não, fica tranquila...eu conversei com eles com um jeitinho bem educado, e consegui que todos apagassem as fotos, além disso, pedi que um amigo meu na cozinha, deixasse a gente sair pelos fundos, então nenhum paparazzi viu você também...mas, assim que chegamos no carro, você vomitou todo o seu vestido, então, eu precisei vestir uma outra roupa em você. -Porque fez tudo isso por mim? eu sou uma estranha pra você! o que você quer? dinheiro? um emprego? o contato de alguém? E esse foi o momento no qual eu estraguei tudo... -Caramba! vocês ricos são todos assim? acham que as pessoas só se aproximam de vocês por interesse? eu achei que você fosse diferente...mas, pelo visto me enganei. -Não, olha...me desculpa! mas, é que eu não estou acostumada com as pessoas se importando comigo, ainda mais estranhos... -Minha mãe me deu uma boa educação, senhorita Meirelles...mas, pelo visto não estou selecionando bem com quem usá-lá...minha irmã trouxe algumas roupas, ela tem um corpo parecido com o seu, então acredito que irão servir, só não sei se estaram a sua altura. -Não fica chateado comigo, por favor! não foi a minha intenção, eu só... -Eu estou acostumado, não se preocupa...vocês acham que podem pisar em pessoas como nós, jogar o seu dinheiro e achar que ele resolve tudo, mas, fica tranquila, estou zero interessado nele...eu vou precisar sair, então, tranca a porta e deixa a chave embaixo do carpete quando sair.-Ele disse, batendo a porta. Droga, Gabriella! como você é imbecíl! talvez você até mereça o que aconteceu, sabia?
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