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1375 Palavras

Cobra NARRANDO O baile tava fervendo, mas eu não tava curtindo nada. Sheik ali. Rato ali. Tudo desgraça reunida no mesmo camarote. Meus olhos tavam cortando os dois. Principalmente o Rato, que eu já sabia que não prestava. Ele nunca prestou. Minha vontade era levantar e meter o pé na b***a dele dali. Mas eu não podia. Se eu fizesse isso agora, arrumava inimizade desnecessária. E a pior coisa que tem na nossa vida é inimizade. Berrete, do meu lado, respirou fundo. — Mano, deixa. A gente não pode expulsar os caras, se não vira guerra. Eu cerrei os dentes e bebi um gole do meu whisky. — Eu sei. Fiquei olhando em volta, a mão pesada no copo. O cheiro da fumaça misturava com o perfume forte de alguma mulher que tinha acabado de passar. Tirei o baseado da boca e soltei a fumaça d

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