A noite havia caído. Leon parou o carro em frente ao prédio dela. Desligou o motor. Nenhum dos dois saiu. O beijo de boa noite começou leve. Como sempre. Mas não ficou leve por muito tempo. As mãos dele subiram pelo pescoço dela. As dela se perderam nos cabelos dele. O ar dentro do carro ficou quente. Pesado. Quando se afastaram, Leon olhou pra ela em silêncio. Aquele sorriso de canto de boca. O sorriso que ela mais amava. Então ele enfiou a mão no bolso interno do blazer. Tirou uma caixinha vermelha de veludo. Abriu devagar. Uma chave prateada descansava dentro. Brilhando. Morgana franziu o cenho, curiosa. Leon respirou fundo antes de falar. — Não é só uma chave. A voz dele saiu baixa. Rouca. Carregada. — É um pedido. Ele levantou os olhos para encontrar os dela.

