Assim que saíram do escritório de Don Giuseppe, o silêncio entre Leon e Morgana era carregado. Nenhum dos dois precisava dizer nada. Eles simplesmente caminharam lado a lado até o quarto de Leon, no segundo andar da ala principal. No instante em que a porta se fechou atrás deles, o peso do mundo lá fora pareceu ficar do outro lado. Leon não perdeu tempo. Assim que Morgana cruzou o batente, ele a puxou pela cintura com firmeza e roubou um beijo urgente, profundo, daqueles que ainda carregavam o gosto da noite anterior. Suas mãos apertaram a curva das costas dela, trazendo-a para mais perto. Morgana correspondeu por um segundo, mas logo se afastou um pouco, o rosto corado — algo raro nela. — Leon... — murmurou, tentando disfarçar o sorriso que insistia em aparecer. — Aqui não. Podemos se

