Capítulo 101

919 Palavras

O Gosto que Fica O sol já estava alto quando Adrian se acomodou na varanda da casa, a cadeira de madeira rangendo de leve sob o peso do corpo relaxado. O vento morno passava entre as árvores, trazendo o cheiro do mato e o som distante dos pássaros. Em uma das mãos, ele segurava a cuia; na outra, a bomba de metal. O tereré já fazia parte do ritual das manhãs — algo que, se alguém lhe contasse meses atrás, ele jamais acreditaria. Ele levou a cuia aos lábios e sorveu o líquido gelado com naturalidade, quase automática. Sorriu sozinho, lembrando-se da primeira vez que Lúcia o fizera provar. Naquela época, ele tinha feito careta, reclamado do gosto amargo, dito que aquilo não era bebida de gente “normal”. Ela tinha rido dele, aquele riso leve, aberto, que sempre o desmontava. — Você não sab

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