ALESSANDRO Viajamos para a cidade em comboio. Os habituais carros pretos com vidros fumê, armados e mortais para quem cruza nosso caminho. Os policiais que passam olham para o outro lado e até os semáforos mudam para nos deixar passar. A máfia está na cidade e Deus ajude quem estiver em nosso caminho. Como sucessor do meu avô, viajo no carro três atrás dele. Meu próprio consigliere está sentado ao lado do motorista na frente, permitindo-me algum tempo necessário sozinho. Aproveitando a oportunidade, pego meu telefone e entro em contato com o chefe. — Angelo. Sua voz profunda me conforta, mas detecto uma nota de ansiedade quando ele diz rapidamente. — O plano está em andamento? — Estamos a caminho. Você está pronto? — Estamos todos em posição. Ele vacila e eu sei que

