Eu corri o quanto eu consegui, o meu coração batia tão rápido que eu conseguia ouvi-lo, mas eu não me importei, eu ouvi a voz dele me chamar. Além do assassinato as falas do meu pai passando pela minha cabeça me atingiam como raios. "Você é louca!" "Você não tem limites" "Laura está sempre ao contrário da Moral" Quando entrei no elevador, a porta quase se fechou, mas Victor fez força para abri-la com as mãos, e entrou no elevador junto comigo. - Laura, eu não disse pra você ficar no quarto? - Ele disse como se não tivesse acabado de matar uma pessoa. Assim, como se não fosse nada. Uma morte normal, em um dia normal. - Vi..Vi...Victor.. - Eu gaguejei, minha antiga gagueira voltou naquele momento, bom, eu sei que não podia culpar o meu sistema nervoso por isso. Ele simplesmente me

