Aquela era a confusão, e a beleza que eu procurei em toda a minha vida. A paixão de tirar o fôlego, o desespero de ter ele sempre em mim de alguma forma, mesmo que em pequenos gestos como um abraço. Victor permaneceu respirando firme, e me segurando pela cintura como sempre. E eu me aconcheguei ali, mesmo que eu soubesse que ali fosse o retrato de todo o desespero desde o começo. Ser a única coisa que pode machucar uma pessoa pesa tanto em nossas costas que você fica até com falta de ar, e era assim que eu me sentia naquele momento. A verdade era que eu sabia o básico de Victor, não conhecia a fundo seus traumas e cicatrizes, não conhecia os seus limites e suas aspirações como pessoa. Eu apenas sabia que ele estava me protegendo, de algo que ele se repreendia por ser culpa dele em grande

