O meu coração estava a mil, e eu não sabia o que esperar daquela aventura. O meu estômago estava doendo forte, por que eu tinha muito medo mesmo de morrer, mas mais medo ainda de ficar presa. Entende o paradoxo maluco da minha cabeça? Se Enrico era o meu passaporte para a liberdade, mesmo que longe, eu aceitaria. Mas nem fodendo que o Victor ia colocar um monte de segurança na minha cola, ia embarcar para Paris com a maldita Melissa e eu permaneceria chupando o dedo! Não, eu ia infernizar a vida dele também... O quanto eu pudesse e da forma que eu pudesse. Algumas horas se passaram, e Enrico entrou pela minha porta como se tivesse sido fácil, todo vestido de preto... Eu poderia até rir, se não fosse trágico. - E aí Laurinha... - Ele chegou perto demais de mim, do jeito que só Victor

