CAPÍTULO 10

1304 Palavras
— Eu não sabia que o Sr. Jonas tinha irmãs, Laura murmurou, sorrindo. De repente, ela se sentiu confortável com a jovem que a olhava arregalados. — Ah, não diga isso a ele, senhor, ele não tem idade para isso. — É por respeito, Laura sussurrou, corando nervosamente. Quantos anos ele tem? — Ela ousou perguntar, cerrando os punhos com força diante da audácia dela. Manu, ​​a irmã mais nova de Jonas, sorriu sedutoramente e então franziu os lábios graciosamente. — Ele faz trinta anos em janeiro, ele respondeu, erguendo as sobrancelhas. Ele é capricorniano, gostoso, apaixonado… sabe? — Ela piscou e Laura se virou com medo para olhar em outra direção. — Sim, ela respondeu, abrindo a torneira para jogar água no rosto. Ela ficou vermelha e, de repente, a cor rosada retornou às suas bochechas opacas. Bem, Manu, ​​foi um prazer, tenho que ir. — Vamos juntos, disse a menina alegremente, permanecendo graciosamente ao seu lado. Jonas está tendo um almoço de negócios e ele me convidou. Eu sempre provei ser uma boa menina em acalmar os animais, ela disse, piscando para ela novamente. Laura suspirou, um tremor absurdo permeando seu queixo. Seus dentes bateram por alguns segundos e ela teve que cerrá-los com força para não chamar a atenção em um momento tão ridículo. Quando chegou a hora do almoço, Laura não comia fora havia algum tempo, e restaurantes chiques nunca estiveram entre seus favoritos. Bruno nunca tinha dinheiro para levá-la para sair e sempre acabava escolhendo fast food e a opção mais barata, um menu que coubesse no seu orçamento. Laura sentou-se ao lado de Manu enquanto Jonas trocava algumas palavras do lado de fora do restaurante e aproveitou a privacidade para se servir de um pouco de vinho e tomar um gole para acalmar os nervos. — E onde eles estão? O que eles estão fazendo? — ela perguntou muito ansiosamente, olhando para todos os lados. — Eles falam sobre o tamanho do pênis, as bolas peludas e quem dura mais. Manu zombou com uma voz jovem, e Laura ficou tão chocada que engasgou com o vinho na boca. Ela se recompôs rapidamente quando viu Jonas caminhando entre as mesas, sorrindo de orelha a orelha, e ao seu lado, dois empresários alegres que pareciam animados por algum motivo que Laura não entendia. Ela ficou tensa na cadeira enquanto os três homens se acomodavam à mesa e prendeu a respiração quando Jonas tocou gentilmente suas costas e ombros enquanto se sentava ao lado dele. — Você sabe que Alessandra está fazendo pré-natal, explicou Jonas, olhando seriamente para Laura. Esta é Laura Vilela, e ela é minha nova secretária, ele disse, e os dois convidados a observaram com a mesma seriedade e respeito com que Jonas a descreveu em detalhes. — Bem-vinda, disse um deles, estendendo a mão sobre os copos luxuosos para cumprimentá-la. Damião e Lucas — ele apresentou. Ela respondeu à saudação incomum dele e sorriu para ambos, sendo educada, mas misteriosamente silenciosa. Houve uma disputa por comida e a única que permaneceu em silêncio foi Laura. Ela não queria dar sua opinião; ela se sentia alienada e ignorante das conversas de seus colegas de classe. Um momento de distração por parte de seus companheiros e Emma permitiu que Jonas e Laura conversassem em sussurros suaves e mostrassem a crescente cumplicidade da qual não tinham consciência. — Você já sabe o que quer comer? — Jonas perguntou muito educadamente e tocou a mão sobre a mesa, esquecendo-se de todos os presentes. De repente, eles estavam sozinhos. — Não, não… —Ela riu, tímida e sedutora. Não consigo pronunciar nenhum dos pratos do cardápio, ela disse, envergonhada, e escondeu o olhar, com o coração acelerado ao toque caloroso de Jonas. — Posso recomendar algo para você? — ele murmurou e chegou um pouco mais perto. Ela assentiu e olhou para ele com o canto do olho. Salmão com molho de alcaparras é o melhor, ele ronronou perto dela, ousando se inclinar mais para perto. Eu ansiava por sentir o cheiro do seu cabelo e, quem sabe, do seu pescoço. A jovem estava usando uma fragrância que o deixava tonto, mas de um jeito ótimo, e ele estava morrendo de vontade de descobrir se aquela fragrância estava grudada em sua pele branca. — Gostei muito da ideia. Sr. Jonas confessou Laura confiantemente, e Jonas olhou para ela com os olhos arregalados. Onde estava a Laura, assustada e insegura, aquela que tropeçava em cada frase e piscava os cílios incontrolavelmente? Ele ficou admirando-a em silêncio e ela se mexeu na cadeira para imitá-lo, cruzou as pernas facilmente e exibiu a beleza de sua pele, sua coxa tonificada e Jonas ficou automaticamente distraído. A pele dela era macia ao toque, mesmo que ele nem estivesse tocando nela. Ela engoliu em seco, discretamente e focou os olhos na toalha de mesa branca que caía sobre o colo de Jonas e entre suas coxas, provocando-o. Ela olhou para os colegas e relaxou ao perceber como sua irmã mais nova estava roubando a atenção de seus vendedores mais importantes, e aproveitou o momento a seu favor. — Senhorita Laura, a toalha de mesa está enfiada entre as pernas, disse ele com dificuldade. Eu m*l conseguia respirar. Laura não teve tempo de reagir quando a mão de Jonas deslizou por sua perna e as pontas de seus dedos percorreram sua coxa circular e, exatamente como ela havia sonhado, era macia ao toque e exorbitantemente delicada. Ele queria ir mais fundo, mas a mão de Laura estava sobre a dele e ele foi forçado a parar. Ele esperou alguns segundos para que ela dissesse algo ou lhe desse um tapa por sua ousadia, mas a mão dela permaneceu parada e sobre a dele, o que silenciosamente lhe pediu para parar, mas não para se afastar. Ele olhou ao redor discretamente, tão animado como sempre, e quando tentou se acalmar e agir normalmente, sentiu o olhar de Laura em cada movimento seu. Olhou para ela e, embora tenha sido somente por alguns segundos, ela se derreteu em seu olhar esverdeado e profundamente poderoso. Ele se achou fraco diante dela e sucumbiu a um prazer que não conhecia, àquele olhar cheio de desejo, a uma saudade que sentia como uma eletricidade que o percorria e um arrepio que lhe percorria a camisa. — Senhorita Laura, ele m*l murmurou e suspirou discretamente enquanto movia as pontas dos dedos pelas coxas da garota. “Você é tão c***l”, ele ronronou, e isso foi o suficiente para Laura retirar a mão e dar liberdade ao homem para tocá-la mais uma vez. — Você também, ela respondeu com precisão, e ficou tensa quando o homem moveu a mão e deslizou lentamente em direção ao seu joelho. Eles permaneceram em silêncio, fingindo atenção à conversa dos vendedores, mas Laura colocou as mãos na mesa e brincou nervosamente com a taça de vinho à sua disposição. Ela não conseguia parar de tremer sob as repetidas carícias de Jonas, enquanto ele continuava a acariciar suavemente sua pele. Ocasionalmente, a garota fechava os olhos para aproveitar a sensação boa que seu corpo proporcionava sob o toque do homem e, outras vezes, ela olhava em seus olhos, prendendo a respiração para não parecer tão excitada. Quando a comida chegou diante deles, Jonas pegou a mão dela por baixo da mesa e da toalha branca que os ajudava a esconder naquela apalpadela tão excitante e pegou os dedos dela com os seus, mantendo contato até terminarem a última mordida em seus pratos. Laura comia em silêncio, sorrindo ocasionalmente para participar das brincadeiras dos presentes, mas não tinha consciência de nenhuma palavra ou frase, somente da sensação de formigamento que sentia da cabeça aos pés e da dança absurda que seu coração fazia no peito.
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