CAPÍTULO 4

862 Palavras
Mari Acordei com uma p**a dor de cabeça e no peito, de tanta saudade do meu neném. Nunca sai pra longe sem ele assim, sempre foi nos dois, grudadinho um no outro. Ele dormia sem mim algumas madrugadas quando eu decidia ir pra alguma festa, mas isso raramente acontecia. Era somente eu, minha mãe e ele. Meu irmão não morava mais com a gente, morava com a namorada. Liguei pra minha mãe por chamada de vídeo, já estava morrendo de saudade deles. ? Mari: oi amor, mamãe tá com saudades. Vicente: mamãe, olha - falou mostrando um livrinho cheio de tinta - a vovó vai me levar pra tomar sorvete! Mari: que lindo meu amor, vai passear é? Vicente: vou na casa do titio. Tchau mamãe, vou jogar no meu tablete. - falou entregando o celular pra minha mãe. Mari: tá vendo só? Eu aqui morrendo de saudades e ele nem me deu confiança. Estela: eu te avisei, ele tá super tranquilo. Como foi a viagem, chegou bem? Não me avisou nada. Mari: meu celular descarregou, só cheguei e fui dormir. Estela: Vicente, não pula no sofá, você vai cair. - falou olhando pra trás - minha filha, deixa eu ir. Se não esse menino bota fogo na casa. Mais tarde te ligo quando chegar lá do seu irmão. Mari: tá bom mãe, beijo. Amo vocês! Estela: também te amamos, meu amor. Divirta-se! Arrume um namoradinho. Mari: Mãe! - falei e ela riu, desligando a ligação Entrei para o banheiro de dentro do quarto, tomei um banho lavando a cabeça, coloquei um shortinho branco, junto com blusinha azul bebê. Passei desodorante e um perfume suave. Sequei meu cabelo e fui pra sala, a casa estava em silêncio. E vi um bilhete na geladeira da Lara avisando que tinha ido trabalhar e voltava 12:00. Voltei para o quarto pegando meu celular para olhar a hora e ja era quase 11. Estava perto dela chegar. Peguei minha carteira tirando uma nota de 20, meu cigarro e o isqueiro. Desci as escadas abrindo o portão, a casa da frente havia uns 4 homens que me olharam imediatamente. Fiz a Katia e fechei o portão. Ainda na calçada procurei algum padaria por perto, e avistei uma logo na esquina. Fui andando até ela tranquilamente, quando avistei uma moto vindo em minha direção e um rosto conhecido. Rod: bom dia, Mari. Mari: bom dia, Rod. Tudo bem? Rod: mais ou menos, tua amiga é muito complicado, po. Mas e tu, tá bem? Andando por aí atoa? Mari: eu tô bem. Na verdade tava indo ali na esquina comprar algo pra comer, acordei agora. Rod: tu vai se arrepender. Bagulho ali é tudo r**m. Sobe aí po, te levo numa padaria top! Mari: e cadê o capacete? Rod: que capacete? Deixa de frescura. Mari: vai devagar. - falei subindo na moto e apoiando as mãos em seu ombro - tenho filho pra criar! Rod: tem? - falou olhando pra trás. Mari: eu te conto a história de barriga cheia, bora. Ele saiu andando a mil, e cada vez que epe acelerava eu cravava a unha nos ombros dele, que reduzia a velocidade. Paramos numa padaria numas 4 ruas acima da casa da Lara, havia umas 3 meninas paradas em frente, que me olhou de cima a baixo quando eu desci da moto. Não dei bola e entrei na padaria com Rod. Rod: aqui vende o melhor pão na chapa que tu já comeu em sua vida. Ri dele falando, todo meiguinho, jeito nenhum pra ser bandido. Passei o olho pela vitrine e meus olhos brilharam quando vi o que mais amo comer: pão de queijo. Mari: nada de pão na chapa, quero comer 3 paes de queijo. Rod: credo, como tu consegue gostar disso? Mari: é uma delícia, você não gosta? Rod: nunca comi. Mari: como pode gostar de uma coisa que nunca comeu? Rod: sei lá, acho a textura estranha. Mari; ah, Rod. Deixa de frescura... Sentamos numa mesa próxima a porta e ele foi pedir as coisas pra gente comer. Rod: quer beber o que, Mari? - gritou de lá do balcão Mari: pode ser café! Ele voltou com dois pratos, num um pedaço de bolo de chocolate enorme e um pão na chapa, e no outro 3 pães de queijo. Deixou os pratos e voltou pra pegar meu café e na outra mão e uma garrafa de 600ml de Coca-Cola. Mari: seus rins que lutem. Coca essa hora da manhã! Rod: to na larica, fumei dois baseado sinistro. Mari: meu Deus, você é mesmo doido. Rod: mas aí, me conta do teu filho, po. Mari: ah, sim. Ele se chama Vicente, tem 4 anos! Rod: porque não veio contigo? Mari: peguei férias no trampo e minha mãe insistiu pra que ele ficasse lá com ela, que era pra eu tirar um tempo pra mim e me divertir. Rod: é bom mesmo, tirar um tempo pra gente e esquecer das coisas. Mari: é, mas já to morrendo de saudade dele, não sei se aguento ficar esses 15 dias longe. Rod: tu consegue, po. Tem que espairecer a cabeça, hoje tem baile, ve se aparece por lá.
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