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Desejo Indomável

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Sinopse

Charlotte Sinclair sempre foi fogo. Extrovertida, confiante e apaixonada pela vida. Com um passado marcado por uma relação que lhe roubou o brilho, ela tenta encontrar o equilíbrio entre a sua força natural e o receio de se magoar novamente. Quando Liam Harper entra na sua vida, ele desperta uma paixão que Charlotte não esperava sentir. Apesar de reservado e marcado pelas suas próprias perdas, Liam vê em Charlotte algo que o faz questionar os muros que construiu ao longo dos anos.

Entre a atração intensa e as barreiras emocionais, ambos precisam decidir se arriscam confiar um no outro. À medida que o desejo cresce, também aumentam os medos que guardam. Charlotte luta contra o passado que tenta reaparecer, enquanto Liam encara o fantasma de perder mais uma pessoa que significa tudo para ele. Num jogo de resistência e rendição, ambos descobrirão se ceder ao desejo será a chave para a cura ou o início de algo que nenhum deles pode controlar.

.

.

.

❤️‍🔥

.

Liam Harper

.

O tempo deslizou. Ela continuou de costas para mim, como se estivesse a absorver a paisagem, mas eu sentia. Ela sabia que eu estava ali.

E então, finalmente, virou-se. Os seus olhos verdes prenderam-se aos meus. Desceram pelo meu corpo, avaliando-me com a mesma calma e intensidade com que eu a avaliara antes. Havia um desafio ali. Um jogo silencioso. Não sei por que motivo senti necessidade de quebrá-lo primeiro.

“A minha cara é aqui em cima.”

A minha voz soou baixa, mas carregada de um tom provocador. Ela estava a olhar-me da mesma forma que eu a tinha olhado minutos antes. E a única resposta que encontrei para aquilo foi desafiá-la.

Ela sorriu. Um sorriso lento, enigmático, cheio de significado.

“Ia chegar aí… eventualmente.” A resposta dela fez-me perder o foco por um instante. E eu não perdia o foco facilmente.

Os olhos dela mantiveram-se nos meus. Seguros, controlados. Mas havia algo ali, algo por trás daquela postura despreocupada.

Um instinto primitivo dentro de mim reconheceu aquilo. E eu soube que ela era um problema. Um problema para o qual, naquela noite, não quis procurar solução.

“Olá.” A palavra escapou num impulso, um som rouco que não consegui conter. O desejo já se instalava no meu corpo, insidioso, impossível de ignorar.

“Liam Harper.” Apresentei-me, estendendo a mão num gesto que tentava parecer casual, mas que, na verdade, era tudo menos isso.

“Olá.” O sorriso dela surgiu primeiro nos olhos e só depois nos lábios. Algo na sua postura mudou – relaxou, como se já estivesse à vontade comigo. Quando aceitou a minha mão, o contacto foi breve, mas suficiente para um choque percorrer o meu corpo, um prazer inesperado, intenso demais para algo tão simples.

“Charlotte.” O nome dela escorregou dos seus lábios como um segredo, mas o olhar que me lançou não tinha nada de inocente. O sorriso que me dirigiu era mais do que sedutor; era uma promessa, uma armadilha bem montada.

Esta mulher mexia comigo. E depois, sem aviso, a pergunta.

“Beijas bem, Liam?” A minha mente parou. A pergunta caiu sobre mim como um murro no estômago. Direta, ousada e absolutamente desconcertante.

Por um segundo, não consegui reagir. O que raio se responde a algo assim? As palavras dela eram uma armadilha, mas o verdadeiro perigo estava no facto de eu não ter a certeza se queria fugir… ou cair de cabeça.

Ela avançou. ❤️‍🔥❤️‍🔥❤️‍🔥

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Capítulo 1: De Volta ao Lar
Charlotte Finalmente em casa. Depois de semanas a saltar de cidade em cidade, entre workshops de terapia da fala e a promoção do meu novo livro infantil, sentia que precisava desesperadamente de uma pausa. Não que fosse uma autora famosa – longe disso! –, mas já começava a render um bom dinheiro. E, sejamos sinceros, era a desculpa perfeita para aliar o trabalho à diversão. Abri a porta de casa e fui recebida por um silêncio estranho. Demasiado silêncio. Estava vazia. Domingo de manhã e nada da Emily. Subi as escadas e espreitei o quarto dela: cama feita, tudo no lugar. Ri comigo mesma. "Boa, Baby." Se Emily não tinha voltado para casa, só podia ser um bom sinal. Vivia com ela há poucos meses, mas a nossa amizade já durava quase uma década. Conhecemo-nos na universidade, embora tivéssemos seguido cursos diferentes. Emily era metódica, determinada, sempre com um plano bem definido. Eu? Bem… ainda andava a tentar perceber qual era o meu. Ela era a âncora perfeita para o meu caos, e eu adorava isso nela. Quando se candidatou ao emprego na cidade, torci tanto por ela que quase parecia que o emprego era meu. Emily tinha deixado para trás a casa onde vivia com a avó e a tia. Este apartamento era a sua primeira verdadeira amostra de liberdade, mas... Emily seria sempre Emily. Focada no trabalho, atenta aos detalhes, e – ultimamente – focada demasiado no Ethan. Ethan Blackstone. Já tinha ouvido falar dele mais vezes do que consigo contar, e a descrição não deixava dúvidas: aquele homem devia ser uma espécie de deus nórdico encarnado. Segundo Emily, ele era inteligente, charmoso e – palavras dela – "demasiado atraente". Segundo eu, havia ali tensão s****l suficiente para acender uma cidade inteira. Ri sozinha ao lembrar-me da nossa última conversa. Emily tinha-me ligado há uns dias, desesperada com um drama digno de filme: o que vestir para um evento formal. Ia sair com Ethan. Fora do escritório. Pela primeira vez. Precisava da minha ajuda. "Ele convidou-te para um evento formal? Emily, querida, isso é enorme!" Soltei uma gargalhada, sentindo a empolgação a crescer. Finalmente, alguma ação. Do outro lado da linha, ouvi um suspiro exasperado. "Charlotte, não é nada disso. É trabalho. Tenho a certeza de que só quer que eu apareça porque... sei lá, talvez precise de companhia para manter as aparências ou algo assim." Revirei os olhos. Emily podia tentar convencer-se do que quisesse, mas eu não estava a comprar essa teoria. "E tu acreditas nisso? Emily, ele está claramente interessado em ti. Aposto que a tensão entre vocês está a atingir níveis insuportáveis." Houve um breve silêncio. A hesitação dela disse-me tudo antes mesmo de responder. "Não é assim tão simples, Charlotte. Ele é o meu chefe. Não posso deixar isto ir para além do profissional." Pus-me de pé, incapaz de ficar parada. Emily e a sua mania de complicar tudo. "Emily, tens duas opções: ou jogas pelo seguro e manténs as coisas como estão, ou arriscas e vives o momento." Ouvi-a suspirar pesadamente. O peso da decisão já se instalava na voz dela. Passei uma mão pelo cabelo e mudei de tom, assumindo um lado mais prático. Se havia algo que eu sabia resolver, era este tipo de dilema. "Agora, sobre a roupa," comecei, indo até ao meu armário. "Porque isso, pelo menos, eu consigo resolver. Vai ao meu guarda-roupa e procura o vestido vermelho de seda que usei na gala de dezembro passado. É sexy o suficiente para te fazer sentir poderosa, mas formal o suficiente para não levantares suspeitas." Do outro lado, ouvi a indecisão na respiração dela. "Charlotte, não sei se..." Revirei os olhos e cortei-lhe a dúvida pela raiz. "Não há 'se', Emily. Vais arrasar, vais usar aquele vestido e vais deixar Ethan Blackstone a implorar por mais." Encostei-me à secretária com um sorriso vitorioso nos lábios. A Emily podia tentar resistir ao inevitável, mas eu sabia como a empurrar na direção certa. De volta ao presente, desci as escadas, atravessando o apartamento pequeno e acolhedor. Era bom estar em casa. O duplex tinha dois quartos no andar de cima e, no de baixo, a sala e a cozinha – um espaço simples, mas cheio de histórias partilhadas com Emily. Liguei a chaleira, deixando o som familiar preencher o silêncio reconfortante da casa. Peguei numa caneca, envolvi os dedos em torno dela e inspirei o aroma quente do café. O sol entrava pela janela, espalhando uma luz dourada sobre a mesa da cozinha. Finalmente, sentia-me de volta ao meu espaço. Depois de alguns minutos de pura tranquilidade, voltei para o meu quarto. Ainda tinha uma história infantil para terminar, e a criatividade estava sempre ali, à espera de ser libertada. Perdi a noção do tempo. Nem uma hora devia ter passado quando ouvi a voz dela chamar-me. Tinha deixado o meu casaco no sofá e os sapatos na entrada, marcando o meu território como sempre fazia. Não era desarrumada, mas gostava de deixar pequenas provas de que estava ali – como uma assinatura pessoal. Saí do quarto e desci as escadas. Emily apareceu diante de mim e não consegui conter a gargalhada. Ela estava vestida com um fato de treino de homem, claramente uns três tamanhos acima do dela. O cabelo ligeiramente despenteado, o brilho nos olhos, e o ar de quem teve uma noite épica diziam tudo. Ela riu-se comigo. "Também trago os bóxeres dele vestidos," confessou, ainda a rir. Abri a boca, escandalizada, antes de explodir numa gargalhada. "Oh! Adoro!" respondi, ainda com o sorriso no rosto, incapaz de parar de rir. "Conta-me tudo!" pedi, depois de recuperar o fôlego. Sentámo-nos no sofá, e ela, com um brilho nos olhos, deliciou-me com os detalhes da noite. Mas o brilho foi-se apagando à medida que falava. Apesar de o sexo ter sido de outro mundo, logo de manhã surgiu o desconforto. Percebera que, para ele, talvez fosse apenas mais uma mulher na cama de Ethan. Não tentei convencê-la do contrário. Eu era menos romântica do que ela. Já sabia que a situação não era tão simples quanto ela queria acreditar. "Ao menos tiveste uma noite épica de sexo," disse, tentando desdramatizar. Ela suspirou, passando a mão pelos cabelos, claramente pensativa. "Acho que vou ter de procurar outro emprego." A minha sobrancelha arqueou-se antes de eu abanar a cabeça. Emily e os seus dramas. "São ambos adultos, podem ser profissionais apesar do que aconteceu," argumentei, tentando fazê-la ver as coisas de forma mais racional. Emily olhou-me com um brilho nos olhos, mas a expressão estava carregada de dúvida. "Não sei se consigo… Sinto-me plasticina nas suas mãos." Suspirei, inclinando-me ligeiramente para a frente. "Um dia de cada vez, Em. Mas se não te sentires bem, tens todo o meu apoio para procurares outro emprego. Aliás, a escola só começa no próximo mês, posso ajudar-te a enviar currículos e a responder a propostas de emprego." Tentei animá-la, oferecendo-lhe um sorriso de incentivo antes de acrescentar, num tom espirituoso: "O que é um emprego em troca de múltiplos orgasmos?" Ela revirou os olhos e afundou-se no sofá, exasperada. Eu ri-me outra vez, sem conseguir evitar. Decidi mudar de assunto. Se ela queria afastar os pensamentos sobre Ethan, eu ajudava. "Como está a tua avó?" perguntei. A resposta dela veio acompanhada de um suspiro. "Melhor. Já teve alta. Devia ter ido visitá-la." Emily cruzou os braços, o olhar fixo no chão, como se procurasse a melhor forma de explicar o porquê de não o ter feito. "Ainda podemos ir," sugeri de imediato, inclinando-me ligeiramente para a frente, como se o movimento a pudesse convencer. Ela suspirou, já a preparar uma objeção. "São duas horas de viagem só para lá, Charlotte," respondeu, o tom ligeiramente exasperado, mas também carregado de cansaço. "Podemos conduzir à vez. Ou então ficamos lá e voltamos de manhã," insisti, despreocupada, como se estivesse a propor algo simples e nada cansativo. Emily hesitou. Já a conhecia bem o suficiente para perceber que estava a debater-se internamente. "Eu trabalho. Teríamos de sair praticamente de madrugada," contrapôs, sem muita convicção. "Tudo bem. Eu durmo quando chegar," garanti com um sorriso, cruzando as pernas no sofá, como se isso resolvesse todos os problemas. Ela suspirou e revirou os olhos. "Estúpida," murmurou, mas um pequeno sorriso já começava a aparecer no canto dos lábios. Era sempre assim. Eu empurrava, ela cedia, e no fim acabava por admitir que eu tinha razão – às vezes com relutância, claro. "Não se pode ter tudo, Em. Umas podem voltar para a cama, outras tiveram uma noite com múltiplos orgasmos," provoquei, incapaz de resistir. O impacto da almofada no meu braço foi imediato e certeiro. Eu desatei a rir, e ela revirou os olhos antes de se levantar para subir as escadas. "Vai, troca de roupa!" gritei ainda entre risadas. Ela parou no primeiro degrau, virou-se ligeiramente e respondeu num tom dramático: "Juro que um dia vou arranjar uma colega de casa normal." E então subiu, deixando-me sozinha no sofá, ainda a rir. Abanei a cabeça, divertida. "Boa sorte com isso, Baby," murmurei para mim mesma, já a imaginar a pequena aventura que nos esperava. Era para isto que serviam as amigas, afinal – para dar aquele empurrãozinho necessário e transformar dias banais em momentos inesquecíveis. Pelo menos, uma de nós estava a ter alguma ação. Eu, por outro lado, há mais de três meses que não sabia o que era isso. E, quando finalmente tive, foi interrompida. Aquela noite foi um misto de incrível e assustador. O tipo de coisa que nos faz questionar se realmente aconteceu ou se foi só um delírio provocado pelo álcool e pela adrenalina. Mas aconteceu. E foi intensa o suficiente para me assombrar até hoje. Balancei a cabeça, afastando o pensamento. Tirando o deus nórdico, não queria pensar nela. E, definitivamente, não me atrevia a voltar àquele clube. Ironicamente, para alguém que passava a vida a pregar sobre a ideia de viver o momento... talvez estivesse na hora de seguir o meu próprio conselho.

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