Veneno Acordei com um grito. – FELIPEEEE!!! Caí do sofá achando que era um assalto, um incêndio, sei lá. Tava tudo escuro ainda, quase cinco da manhã. Olhei pro lado e vi a Rebeca encurvada, apoiada na parede, com uma cara que misturava dor e desespero. – É agora! Ele vai nascer! – ela gritou. – Como assim, "agora"? Mas faltava uma semana! – eu ainda tava tonto, tropeçando na mesinha de centro. – f**a-se a semana, Felipe! Ele não quer esperar! Entrei em modo pânico. Tentei vestir uma bermuda, coloquei ao contrário. Peguei a bolsa da maternidade, mas derrubei tudo no chão. Rebeca já tava gritando de novo. – AI, c*****o!!! FELIPE, ELE TÁ RASGANDO MINHA ESPINHAAAA! – Calma, calma amor, respira... ai meu Deus, onde tá a chave do carro?! – NO TEU C* SE TU NÃO FOR LOGO!!! Eu nunca co

