Rebeca E foi só mais tarde, à noite, na suíte à beira-mar, que nossos corpos finalmente falaram tudo que a alma já dizia. A suíte tinha uma varanda de frente pro mar. O céu estava limpo, salpicado de estrelas. A brisa entrava leve pelas cortinas. As velas acesas, espalhadas pelo quarto, deixavam o ambiente quente, suave. Eu estava de robe branco, o véu já sobre a cadeira. Ele estava sem paletó, a camisa com os dois primeiros botões abertos. O olhar dele... era fome misturada com ternura. – Vem cá, minha mulher. – ele disse, com aquele tom grave e doce que só ele tem. Ele me encostou devagar na parede, como se cada toque fosse uma oração. Beijou meu pescoço, meus ombros, desceu com calma, como se decorasse cada parte minha com os lábios. E eu retribuí. Tinha tanta entrega nos nossos

