VINÍCIUS Segui a mulher baixinha até uma sala, sentindo meu peito subir e descer de maneira branda e descompassada. Eu nunca fui um cara muito religioso mas nesse momento estava me apegando a Deus ou a qualquer coisa que me desse força e esperança. Ela abriu a porta e entrou, fiz o mesmo. Ela sentou e talvez estivesse esperando que eu fizesse o mesmo pois ficou me encarando. — Não enrola e fala como ela está! — Fiquei em frente a mesa e a vi tremer devido ao meu tom de voz. Eu só queria poder ver Mariana e comprovar com os meus olhos que ela está bem. — Senhor Vinícius a coisa não está bonita. — Cruza as mãos em cima da mesa e me olha por entre o óculos de grau — Mariana escapou por muito pouco de ser atropelada fatalmente. — Seja clara! — Peço. — Ela levou uma pancada muito fort

