CAPÍTULO 5

863 Palavras
MARIANA Sabe quando você tem aquele pressentimento de que vai acontecer algo bom? Tu está confiante, fica animada e tudo? Pois eu estava assim, porém no meu caso o negócio deu r**m, r**m pra valer mesmo. Estávamos lindas e maravilhosas. Com muito custo e insistência de Deise e minha, Fran vestiu um vestido vermelho. Mas seu problema era as costas ficarem toda de fora. Ai eu te pergunto, e qual o problema nisso? Já Deise optou por um shortinho de couro preto e blusa azul. Saímos preparadas pra tudo. Mostrar pra os Albertos da vida que mulher nenhuma deve sofrer por não ser o "tipo" de alguém, pode ter certeza que ele ficou com medo de não dá conta de um mulherão feito você. E para as Fran, que se nós não tivermos confiança em nós mesmo, ninguém terá. E eu? Eu vim tentar tirar um certo alguém que não abandona os meus pensamentos. Não é que eu já esteja caída de amores por ele, me poupe, mas é vontade e t***o. E aquele homem gente, pelo amor de Deus... Assim que chegamos entramos sem problemas, o lugar estava lotado e gritando luxo. - Eu estou tremendo... - Francine Murmura abismada olhando por todo o lugar. Limpando as mãos nervosas no vestido. - Misericórdia! - Dou risada, e nos guio para o barzinho. Não vou mentir, estávamos atraindo olhares de quase todo mundo ali. - Três vodcas! - Peço ao barman que fixou o olhar nas minhas coxas, tão lindinho com carinha de bebê. Deu um sorriso cafajeste e foi preparar as bebidas. O lugar enchendo cada vez mais, as pessoas dançando ao som de eletrônica. Tinha uma escada de vidro que me chamou atenção, será que tinha quartos lá em cima? - Aqui as bebidas senhoritas. - O gatinho falou chamando minha atenção ao colocar as bebidas a minha frente, todas nós viramos os copos de uma só vez. - Mais alguma coisa? - Pergunta. Balanço positivamente a cabeça - Você pode me dizer o que tem no segundo andar? - Aponto a escada. O mesmo sorri de lado - Um bar. - Outro? - O senhor Diego fez esse lugar pra diversão e relaxamento. - Explica - O mesmo diz que se quiserem outro tipo de diversão que vão ao motel. Impressionante. - Nossa! Ele sai pra servir outra pessoa e as meninas me olham tão surpresas quanto eu estou. A bebida fez efeito, até mais rápido do que eu esperava. Seguimos para a pista de dança e começamos a mexer o corpo no ritmo da batida. Dançamos funk, eletrônica e outros ritmos que eu nem lembro mais... Estávamos bebendo bastante, porém eu me controlava, já Deise e Francine viravam de minuto em minuto. - Meu corpo está quente! Estou com muito calor... - Fran falou alto devido a música. Eu ri alto. - Aquele ali não é o Alberto? - Minha prima cochichou no meu ouvido. Como que eu vou saber se eu nem o conheço? Eu hein. - Onde? - Aquele que está se esfregando na ruiva gostosa. - Avistei o cretino. Loiro e musculoso, aquele tipo homem sorvete sabe? Pois é, isso aí mesmo. Ridículo. Já criei ranço desse demônio. - Viemos aqui para nós divertir, e é isso que vamos continuar fazendo. - Ela bebe mais um pouco da caipirinha e continua a dançar. Isso aí gatinha... Fran sorri, fechando os olhos em seguida, levantando as mais pra o alto e balançando no ritmo da música. Até sermos interrompidas por um rapaz, ele trás consigo uma garrafa de água. - Senhorita - Chama a Francine. Ela olha pra ele. - Pediram pra lhe entregar isso, ordem superior. Mandou tomar! Deise já tinha evaporado e eu continuava a mexer o corpo. Porém concentrada no garoto. - Não entendi, eu não vou tomar essa água. - Resmunga visivelmente confusa. - Eu só estou cumprindo ordens senhorita. - O rapaz continua. - Eu agradeço, mas dispenso. - Ela veio até mim - Vamos lá pra cima. - Claro. - Quando estamos subindo as escadas alguém puxa o meu braço. Viro e encontro uma Deise ofegante. - Meu chefe. Ele está aqui! - Diz. Uma coisa importante pra se saber. Minha prima quando está bêbada ela surta legal. Então não vamos levar em conta o que ela diz. - E o que tem? Vamos subir, lá em cima é tranquilo. - Volto a subir, elas me seguem. O lugar é extremamente relaxante, totalmente diferente do térreo. Tem mesas e sofás e uma bartender loira e bastante simpática. Uma parede de vidro nos possibilitando a ver tudo o que rola lá em baixo, e foi aí que eu o vi. Estava vindo, ele e outro homem, também muito lindo. Será que ele é gay? E então eu vi minhas chances indo pelo ralo. Teria que parar de pensar no Golias. Saio dos meus devaneios quando alguém se aproxima da nossa mesa e deposita uma garrafa de água um tanto brutalmente. Olho pra cima me deparando com um homem n***o de olhos claros, o mesmo tinha o olhar fixado na minha amiga. Ferrou. Parece que o superior resolver comparecer. Um verdadeiro gato n***o.
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