Pai amador

1212 Palavras
Como combinado, as onze da noite aguardava Call escorada no balcão, enquanto ele pagava a conta. Ele insistiu em pagar por tudo, e obvio que eunão tinha tanto dinheiro para insistir em dividirmos a conta. Caminhamos para o carro, e sabe o que é imensamente confuso, estou tão apressada para chegar em casa que parece que vai ter alguém me esperando cobrando alguma satisfação do por que estou cinco minutos atrasada. Quando perdemos a pessoa que costumava questionar isso, o aperto no peito ao chegar em casa e se ver sem ninguém, para comentar sobre a quão perfeita foi essa noite, nos causa um borbulho no estomago de saudade. Call e eu cantávamos juntos de forma embaraçosa e provando que não contínhamos nenhum talento para o mundo da música ao encostarmos o carro um pouco afastados de casa. De um jeito audacioso, ele olhou profundamente em meus olhos, de uma forma que me fez me sentir extremamente desejada, me levando a não pensar duas vezes e parar de resistir ao desejo que me consumia me esticando até sua boca, claro que ele retribuiu, deslizando suas mãos firmemente pelo meu corpo e chegando até minha b***a a apertando de uma forma que pude sentir minha calcinha ficar molhada, a excitação tomava tanta conta daquele momento, que estávamos loucos de desejo devorando cada parte um do outro, cada ponto que fazia subir mais calor, o beijo ficava cada vez mais com gosto safado, mordidas, chupadinhas que iam até o pescoço me fazendo inclinar de prazer para trás, olhando nos meus olhos dessa vez de uma forma provocadora, ele abaixou as alças do meu vestido, sabia que não usar sutiã era uma boa ideia. A cada apertada sutil dele em meus p****s, meu corpo arrepiava me levando a um nível de t***o cada vez maior, pude sentir o quanto ele estava e******o também ao senti-lo se deitando sobre mim e empurrando o banco para trás e afastando minha calcinha. ´´ você quer mesmo fazer isso? ´´ Bom, nesse momento, depois de duas cervejas, uma garrafa de champanhe, meia de vinho, e meus hormônios gritando com a mão de Call embaixo da minha calcinha, essa pergunta não se torna tão propicia a ocasião. Vendo a situação por um todo, essa pergunta gerou diversas outras na minha cabeça levemente tonta de álcool. Sim, quero fazer isso com ele, dentro do carro em uma rua movimentada, após uma noite perfeita. Mais essa é a questão, apenas uma noite. Não quero romantizar o fato de ser virgem e ser a minha primeira vez, mas não quero me apegar a alguém que me faz ter uma noite perfeita, ter uma f**a, e depois simplesmente suma da minha vida. Não quero lidar com mais pessoas saindo da minha vida. E também quero ter algo que acorde amanhã e tenha certeza que o vinho não teve nada a ver com isso. - Quero, quero muito poder fazer isso com você, e acho que você pode perceber ao sentir a forma que estou molhada, só não tenho certeza se tem que ser hoje. - Está certo, você tem toda razão, é que tudo aconteceu tão rápido... Sem deixar que ele terminasse de falar, embora não tivesse certeza se essa era a forma que queria perder minha virgindade, podia deixar o clima de desejo rolar mais um pouco. Afinal de contas, sai com esse objetivo, e a oportunidade está bem aqui. Me esquivei saindo de baixo dele, enquanto ele se ajeitava no banco, desabotoei seu jeans olhando bem em seus olhos com a cara de quem estava disposta a continuar saindo da linha essa noite. Confesso que não sabia exatamente o que estava fazendo, também era a primeira vez que acontecia com alguém algo do tipo, mas continuei utilizando minhas mãos, lembra sobre meu talento em disfarçar, então podia disfarçar que era uma safada experiente. E deixei as coisas simplesmente irem rolando, enquanto descia com a boca, e me excitava ouvindo seus gemidos de prazer, a pegada dele na minha nuca, me fazia me dedicar ainda mais, até ser surpreendida com ele chegando ao ápice ainda dentro da minha boca. - Foi m*l, não consegui tirar... Estranho. Confesso, mas estava aberta a novas experiencias, e cheguei nelas da melhor forma possível. Me sentia totalmente destemida ao descer do carro sorrindo atoa, sem me preocupar com a forma que encontraria a sala ao passar da porta. Era a pura emoção de primeira paixão percorrendo meu corpo. Girei a maçaneta, e entrei agradecendo por finalmente chegar e não encontrar uma festinha no meio da sala. A luz da cozinha estava acesa, e caminhei até lá, parando no meio do caminho, completamente perplexa com o que estava diante de meus olhos. Jholin, meu pai, sentado junto com Sara e Ruiz, comida japonesa sobre a mesa. Precisava digerir aquela situação de choque, meu pai era completamente diferente do que se passava na minha mente, das fotos. Um homem empoderado, que qualquer pessoa olha e sabe de cara o quão bem sucedido ele é, cabelos levemente grisalhos, de uma forma que o deixa bonito. Ele se levantou da mesa, e ficou me olhando esperando que tivesse alguma reação. - Ellen, lamento pela sua mãe. E lamento por você ter perdido o nosso jantar... - meu pai disse com a voz como que se estivesse triste. - ... esse jantar foi muito bem planejado pelo seu pai, uma pena que você tinha algo melhor para fazer querida. - Sara falou de uma forma irônica tanto quanto para me atingir. - Mais, não havia como eu saber que vocês estavam vindo... - falei ainda em choque e tremula digerindo toda a situação. - Ellen, você já é crescida, não se faça de sonsa, e não venha dizer que não há avisei, por que isso não vai rolar. - Inacreditável. Ruiz, estava se fazendo de bom moço como se tivesse me dito algo. - Que droga. Para de mentir, você não me avisou nada, talvez se estivesse menos de ressaca após a festa regada a mulheres nuas que fez na noite passada estivesse se lembrado de me falar. - Isso é verdade Ruiz? Você tem feito festas enquanto viajamos a trabalho? - Olhe ao redor pai, casa impecável, alguém de ressaca da conta de treinar as seis da manhã, e dispensar a empregada? - Ruiz falava com um tom arrogante. - Espera ...- sara se levantou frustrada da mesa olhando para o salto dela que estava em meus pés. - Que droga você está fazendo com meus saltos? Você entrou no nosso quarto enquanto estávamos fora, e mexeu nas minhas coisas, não acredito nisso... - Ellen, isso é verdade? - meu pai parecia furioso, e meu sangue começava a ferver. Comecei a desamarrar o salto de meu pé. - É querido papai, é verdade sim, talvez se você não tivesse me dado uma qualidade de vida tão fudida, e me virado as costas quando tinha sete anos, e mimado um babaca viciado, não precisasse pegar os sapatos da v***a da sua nova mulher. Não estou em busca de broncas de um pai amador, não vim em busca de recuperar nenhuma merda de tempo perdido, vim ver se em baixo desse terno ao menos ainda existe alguma característica de um pai.
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