Coloquei delicadamente o braço de Clara sobre o meu, em um gesto de cavalheirismo. Percebi que ela ficou um pouco envergonhada, não esperando essa reação minha. Entramos juntos na loja de roupas, e eu sabia que era um estabelecimento caro. Clara parecia hesitante. — Victor, eu... eu não posso aceitar — ela disse, desconfortável. — É um presente — respondi com firmeza. — Você é minha esposa e deve estar mais linda do que já é. Minhas palavras chamaram a atenção de uma das vendedoras, que se aproximou com um sorriso largo. — Recém-casados? — ela perguntou em uma voz gentil. — Dá para ver no olhar de vocês dois. Venha, vou atender a senhora. Clara foi com a vendedora para conhecer as variações de vestidos. Enquanto isso, sentei-me em uma poltrona em frente aos provadores, esperando paci

