Querido Diário... blá blá blá, que mania de começar com essa frase, que tal? Olá my book?. Não, Não, vou lhe chamar de Nick, como o Nick do Jonas brother's que era fã na adolescência, agora passou. Então vamos lá onde tudo começou e sim será um diário diferente, sem data, ano e outra coisa, apenas minha história, minha verdade, minhas dúvidas e escolhas. Ah ia me esquecendo, sou Audrey, Audrey Jones de Amorintyn, uma pequena cidade próxima a Gales.
Querido Nick, será que eu era feliz e não sabia? pois lembro perfeitamente que quando era criança "entendida" via a vida de uma maneira complicada para mim. Eu morava com minha mãe chamada Shanon, minha irmã mais nova Marlee e meus avós Lúcia e Lenon. Meu pai abandou antes mesmo de eu nascer então não conheci, assim como minha irmã também, assim por ser mãe solteira, minha mãe resolveu nos deixar aos cuidados dos meus avós e ir trabalhar, mas hoje eu acredito que isso só fez ela querer somente isso, trabalho, trabalho, você vai entender melhor o que estou falando mais a frente, de qualquer forma, tecnicamente fui criada pelos avós, pelo menos eu em boa parte, pois acredite se quiser, minha irmã por ser menor ainda recebia atenção da minha mãe e não digo isso por algo como "ciúme infantil", por que literalmente foi isso, pelo que eu soube mesmo morando na mesma casa, minha avó me pegou para ela cuidar enquanto minha mãe ficava com minha irmã. Minha avó era rígida e meu avô um doce, o que me deixou apegada a ele, tanto que lhe chamava de pai e me considero adotada por ele.
Resumidamente poderia dizer que eu era privilegiada por ter amor, o que comer, o que vestir, aniversários, estudo, etc.., mas parecia que estava faltando algo, um tormento tomou de conta e o primeiro sonho surgiu: de querer construir uma família perfeita para mim no futuro, um pai, uma mãe e filhos e avós claro. Se tornou isso, quando surgia raiva quando minha avó Lúcia por ser tão rígida com seus cuidados não deixava ter amigos em casa o que fazia eu mentir para sair e encontrar com eles na rua para brincar, quando ela me batia por chegar tarde em casa o que me levou a acordar cedo para brincar sozinha no quintal antes que ela acordasse e várias outras situações, sei que ela queria o meu bem, minha segurança e era seu jeito de cuidar, nem todas as vezes me tratava assim, tinha seus momentos bons, mas muitas das vezes ela me privou de tantas coisas e ver do lado de fora as crianças brincando, amigos conversando sobre seus finais de semana na casa de alguém, falando sobre seus pais juntos, me deixava para baixo, já não bastava ter que receber bullying por ser magra demais e ser mais alta que as meninas da turma e não ter tanto dinheiro assim, além disso ter que se explicar toda vez o do porque seu pai era na verdade seu avô e que você não sabe quem é seu pai e porque sua mãe não comparece a escola e a reuniões de apresentação (mas da sua irmã sim) para outras crianças era o tanto confuso e no final do dia ainda ver sua mãe chegar do trabalho e ficar com a sua irmã brincando, conversando em vez de compartilhar esse momento com você também, então surgiu o sonho da "família perfeita".
Nick... Hoje sinto falta, mas apenas dos bons momentos, quando recebia carinho de minha avó e seus cuidados com meus estudos, onde mesmo cansada e sem entender nada ainda sim se esforçava a me ajudar nos deveres tarde da noite e do meu pai (avô) que ensinou tantas coisas mesmo sem ter o estudo completo, mas ele era bom em matemática e um ótimo cozinheiro, ele era o único que me perguntava como eu estava e parava seu tempo para conversar comigo e saber como foi a escola, como foi o dia mesmo eu não lhe contando nada sobre as coisas ruins. Era poucos esses momentos, no entanto era únicos e felizes.
Agora me pergunto, será que essa pequena turbulência influenciou no futuro?
Como aqueles filmes de viagem do tempo, onde o passado fez seu presente e o que você faz no presente muda o futuro. Será que esse sentimento que cresceu dentro de mim, essa barreira que cresceu foi por conta da infância? das pessoas? da circunstância? ou é apenas uma loucura de uma insana como eu.
Logo volto Nick, beijos Audrey!