Carina Um mês. Trinta dias. Setecentas e vinte horas. Eu poderia continuar contando o tempo de todas as maneiras possíveis, mas isso não mudava o fato de que, desde o dia em que Dante Rossi entrou na minha vida, eu não conseguia tirá-lo da cabeça. Toda noite, ao fechar os olhos, eu revivia aquele momento. O som seco do disparo, o peso do corpo dele perto de mim, a intensidade em seus olhos. Ele havia salvado minha vida, mesmo sabendo que eu era um perigo para ele. E isso era o que mais me atormentava. Por quê? Eu estava sentada no sofá do meu pequeno apartamento, uma pilha de documentos espalhada na mesa de centro. O silêncio era quase ensurdecedor, interrompido apenas pelo som ocasional do trânsito lá fora. Eu tentei me concentrar nas informações que tinha conseguido até agora sobre a

