Capítulo Dezesseis

1561 Palavras

Dante O relógio continuava a marcar o tempo, cada tique ecoando na quietude do quarto. Levantei-me e caminhei até a janela, encarando o horizonte escuro. Messina não estava tão longe, e eu sabia que Guiseppe já havia colocado os homens em movimento. Aquele verme do Enzo logo estaria aqui, tremendo e implorando por algo que não sou capaz de conceder: perdão. Mas meus pensamentos, sempre disciplinados, insistiam em se desviar. Carina. Por que essa mulher continuava a invadir minha mente? Ela era uma advogada obstinada, determinada a derrubar tudo que construí. O mais lógico seria eliminá-la, apagar sua existência e o perigo que ela representava. Ainda assim, a ideia de vê-la, de enfrentar seus olhos desafiadores novamente, trazia uma excitação que eu não conseguia ignorar. Passei as mãos

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