Capítulo Trinta e Quatro

890 Palavras

Carina Cada passo que eu dava dentro daquela fábrica parecia me levar mais fundo em um abismo que eu não sabia como sair. O cheiro de ferrugem e poeira preenchia o ar, misturado com algo metálico e mais sutil — sangue seco? Não sabia ao certo, mas o nó no meu estômago apertava a cada movimento. A luz no segundo andar piscava, como se quisesse me avisar que era uma armadilha. Mas o que eu poderia fazer? Eu estava tão próxima da verdade quanto nunca antes. "Confie apenas em si mesma", repeti mentalmente, tentando reunir coragem para o que quer que estivesse por vir. Subi a escada de metal enferrujado com cuidado, cada degrau rangendo como se gritasse minha presença para quem estivesse lá dentro. Ao alcançar o andar superior, a luz fraca iluminava um corredor estreito, com paredes descasca

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