Dante Depois que a porta se fechou atrás de Carina, o tempo pareceu parar por alguns segundos. Fiquei ali, parado, com o lençol ainda caído sobre minha cintura, como se qualquer movimento pudesse desfazer o que restava daquela madrugada. Mas já estava desfeito. Ela se foi. E o vazio que ficou era c***l. Sentei na beira da cama, levei as mãos ao rosto e respirei fundo. O cheiro dela ainda estava no travesseiro. Na minha pele. Dentro de mim. E não importava o quanto eu tentasse racionalizar tudo aquilo, eu sabia que algo tinha mudado. Algo que, talvez, nem eu fosse capaz de controlar. Mas controle era a única coisa que eu não podia perder. Não agora. O relógio marcava 7h18 quando Guiseppe apareceu na porta do quarto, batendo duas vezes antes de entrar. Ele me lançou um olhar rápido,

