Dante A noite estava gelada, e o vento cortava como uma lâmina enquanto eu me dirigia ao armazém. As luzes da cidade se misturavam com meus pensamentos tumultuados. Fechar a porta atrás de Carina deveria ter sido o fim daquela preocupação, mas a imagem dela ainda estava gravada em minha mente. Ela parecia tão vulnerável, tão fora de lugar no caos que é o meu mundo. Eu não deveria me importar. Não com ela. Mas, de alguma forma, eu me importava. Quando cheguei ao armazém, os homens já estavam organizando os últimos detalhes do carregamento. Os caminhões estavam alinhados, e os movimentos eram rápidos e silenciosos, como eu exigia. Qualquer falha aqui custaria mais do que dinheiro. Custaria confiança, e isso, no meu negócio, era mais valioso do que ouro. — Dante. — Giuseppe veio ao meu enc

