Capítulo 21

1383 Palavras

Giovanni De Santis O silêncio do carro era confortável até demais. Como se o mundo, lá fora, estivesse em suspensão, aguardando o próximo movimento no jogo da máfia. Mas o telefone vibrou. Três vezes. E eu já sabia quem era antes mesmo de tirar o celular do bolso. Meu pai. Suspirei, encostando a cabeça no banco. — Fale — atendi, seco. A voz do meu pai veio como um estalo direto no tímpano, sempre carregada de autoridade e desdém: — Está demorando demais, Giovanni. Não foi isso que combinamos. — As coisas estão se encaixando — respondi, com firmeza. — Estou mais próximo dela do que qualquer um dos irmãos. Acha que é simples assim fazer alguém confiar em você? — Aproximar-se não é o suficiente. Você precisa tirá-la de lá. Daquela casa. A influência dos Mancini ainda é forte demais.

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