Giovanni De Santis A chuva caía fina quando saí do carro, mas não me importei. Tinha passado tempo demais me escondendo atrás de desculpas, silêncios e missões. Tempo demais mentindo para mim mesmo sobre o que era necessário, o que era estratégico, o que era “certo”. E agora… tudo parecia uma mentira m*l ensaiada. Ela estava ali, à minha frente. Sentada no mesmo banco de pedra onde tantas vezes eu a observei sorrindo com as crianças, distraída entre flores, livros e ideias doces demais para esse mundo. Mas hoje, Sofia parecia outro tipo de flor... uma que murcha sozinha, mesmo sem ser tocada. Eu podia ter ido embora. Ela ainda não tinha me visto. Ainda dava tempo de fugir, o espião disfarçado de aliado, o filho obediente, o fantoche do Serpente. Mas meu coração… meu coração gritou mais
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