Capítulo 23

1395 Palavras

Sofia Valente A biblioteca estava vazia, mas o ar parecia carregado demais para um lugar tão silencioso. Eu queria apenas cinco minutos de paz. Cinco minutos sem nomes, sem desconfianças, sem Mancini. Mas, é claro, a paz não morava naquela casa. Pietro estava ali. De pé, encostado na estante perto da janela, como se me esperasse. O terno escuro, a camisa aberta no colarinho, o relógio caro no pulso. Ele parecia uma estátua de marfim e ferro. E os olhos... os olhos me fitaram com aquele misto de julgamento e desejo que me deixava sem ar. — Vai me ignorar para sempre ou só nos dias úteis? — ele disse, com um leve tom de sarcasmo. Fechei a porta com cuidado, tentando manter o autocontrole. — Não sabia que você ainda andava pela casa sem agenda marcada. — Aparentemente, eu ainda apareço

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