Ponto de Vista Isabelli Baker
- Bom dia. – Entro na sala de jantar da grande mansão Mcbride, onde agora moro, e me sento na minha cadeira de costume, ao lado do meu noivo Alexander.
- Bom dia. – Alexander tira os olhos da tela do celular, e olha para mim. – Vai sair?
- Eu vou para academia. – O respondo, enquanto pego a salada de frutas.
- Achei que usaria a academia da mansão. – Ele diz.
- Eu vou, mais primeiro tenho que encontrar um treinador. – O respondo, enquanto pego uma maça dentro da taça.
- Por que não me disse antes? Eu teria encontrado um treinador para você. – Ele me pergunta.
- Você estava tendo tanta coisa para se preocupar, que um treinador não era uma coisa na sua lista de prioridade. – O respondo.
- A sua segurança, está no topo da minha lista de prioridades. – Ele me responde sério. – Mais assim que chegar na empresa, eu vou procurar um treinador para você.
- Tudo bem, obrigada. – Agradeço sorrindo para ele.
- O que você acha, da gente jantar fora hoje? – Ele me pergunta, enquanto bebe um pouco do seu café.
- Claro, será ótimo. – Concordo. – Você vai almoçar com a Vanessa hoje, certo?
- Certo. – Ele suspira. – Ela e o Ben, querem que eu saiba o sexo do filho deles, para que eu faça o chá revelação.
- Isso é nobre da sua parte. – Coloco a minha mão em cima da dele, que está na mesa. – Eu não sei se eu conseguiria fazer isso, no seu lugar.
- Está tudo bem. – Ele aperta a minha mão com carinho. – Os meus sentimentos por ela, já estão sumindo.
- Assim espero, pois você merece ser feliz. – Sorriu para ele, que sorri de volta para mim. – Agora deixa eu ir, estou ficando atrasada.
- Obrigado. – Ele me agradece de repente.
- Pelo que? – O pergunto sem entender.
- Por ser uma boa amiga. – Ele me responde.
- Obrigada, por ser um bom amigo. – Ando para mais perto dele, e deixo um beijo na sua testa. – Agora tenho que ir.
- Tome cuidado. – Ele manda.
- Você também.
[°°°]
Assim que entro na academia, a música agitada já me deixa animada para treinar, mais antes de ir atrás do meu treinador, eu vou ao caminho do vestiário, para deixar a minha bolsa no armário.
- Cadê você? – Resmungo, enquanto procuro a minha chave do armário dentro da bolsa. – Não acredito que vou ter que voltar no carro.
Fecho a minha bolsa, e faço o meu caminho para fora do vestiário, mais acabei colidindo com uma mulher.
- Me descul...- Ao levantar a minha cabeça, e olhar para a mulher, foi a coisa mais assustadora do mundo. – Quem é você?
Ponto de Vista Isabella Price Shaw
Acordei essa manhã furiosa, e morrendo de vontade de socar alguém, mais como não posso fazer isso, a minha única opção é a academia.
- Bom dia Lara. – Cumprimento a recepcionista da academia.
- Bom dia Isa. – Ela parece meio em dúvida, ao me responder. – Mais você acabou de passar por mim.
- Não, eu acabei de chegar. – Falo sorrindo, e olho para o seu copo de café. – Acho que você tem que diminuir na cafeína.
- Esse é o meu primeiro copo. – Ouço ela falando sozinha, quando já não estou mais perto dela.
"As coisas estão loucas por aqui, não vejo a hora de você voltar. " – Leio a mensagem da Jackie.
"Também não vejo a hora de voltar. " – A respondo, e assim que aperto o botão de enviar, eu esbarro em uma mulher que está saindo do vestiário.
- Me descul...- Ela começa a falar, e quando ela levanta a cabeça, eu arregalo os meus olhos com a surpresa, e ela também. – Quem é você?
- Não, quem é você? – Olho para a mulher, que é a minha cópia, e quando digo cópia, e cópia mesmo.
Somos totalmente parecidas, o nosso cabelo é do mesmo tamanho, e os dois estão ondulados, nossos olhos são parecidos, nossa boca, cor de pele, nossa altura, até mesmo as nossas roupas são pretas, igualmente.
- Sou Isabelli Baker. – Ela se apresenta, meio receosa.
- Isso é uma piada? – A pergunto. – Cadê as câmeras?
- Como assim? – Ela me pergunta, enquanto aperta a sua bolsa contra o corpo.
- Sou Isabella Price. – A respondo.
- Como isso é possível? – Ela me pergunta.
- Não sei. – A respondo. – Mais eu tenho certeza, que nem uma de nós, é uma duplicata de 567 anos.
- Eu capitei a referência. – Ela me responde.
- Gostos iguais. – A olho dos pés à cabeça. – Impressionante.
- Acho que não devemos ficar aqui. – Ela me fala, quando a porta do banheiro é aberta. – Vamos conversar em um lugar privado.
- Claro, o meu carro está lá fora. – Falo andando pelo corredor, que acabei de entrar.
- Não vou entrar no carro de uma desconhecida. – Ela me fala andando do meu lado.
- Tudo bem, vamos no seu. – Dou de ombro. – Mais se tentar alguma coisas contra mim, eu te mato. Sou policial, e conheço muitas formas de matar, sem deixar rastros.
- Certo. – Ela me responde, com a voz firme.
[°°°]
- Para onde estamos indo? – A pergunto, enquanto ele dirige o carro, saindo do centro da cidade.
- Tem um café discreto perto da onde trabalho. – Ela dá de ombro. – Precisamos de um lugar assim.
- Tudo bem. – Concordo, e olho para sua mão, onde um diamante azul brilha. – Que lindo anel.
- E da nova coleção do meu noivo. – Ela dirá o anel do dedo enquanto dirige, e o entrega para mim. – E da nova coleção.
- Diamous. – Leio dentro do anel.
- Conhece essa marca? – Ela me pergunta.
- Ta brincando. – Falo colocando o anel no meu dedo. – Eu fiquei dois meses sem pagar o meu carro, só para comprar uma pulseira.
- Acabei de me tornar modelo fixa da marca. – Ela sorri, com a sua conquista. – Posso ver se consigo algumas coisas para você.
- Uau, onde você esteve toda a minha vida. – Brinco sorrindo, mais quando olho pelo retrovisor do carro, o meu sorriso some. - Isabelli, preciso que você vire a primeira rua que aparecer.
- Por que? – Ela me pergunta confusa.
- Não entra em desespero, mais um carro preto, está nos seguindo. – Falo me virando para trás, e olhando o carro melhor.
- Se segura, eu vou virar. – Ela avisa, e assim o faço.
- Eu preciso pegar o meu celular. – Aviso, quando entramos em uma rua sem movimento.
- Tudo bem, eu estou de olho. – Ela parece bem calma, então uso esse momento para tentar pega minha bolsa. – O que ele está fazendo!
- O que foi? – Não pego a bolsa, e me viro para frente para ver o que ela olha.
Mais foi tudo muito rápido.
Um caminhão está vindo na nossa direção, e ele parece determinado em chocar com a gente, já que ele não desacelera.
- Vira o carro. – Falo com calma, para que ela não entre nos nervos.
- Não dá, tem um carro do lado do caminhão. – Ela fala com a voz tremula.
Não tive tempo de pensar em mais nada, já que o caminhão virou um pouco mais na direção dela, para logo em seguida, se chocar com força na direção do carro.
Não tive tempo de gritar, ou pensar em uma solução, pois depois do impacto, só veio a escuridão.
[°°°]
Ao fundo ouço um barulho chato, e ao abrir os meus olhos que se encontra pesados, a primeira coisa que vejo é um teto branco, e logo olho para a movimentação ao meu lado.
- Senhorita Boker, é bom vela acordada. – Uma mulher de branco me fala.
- Que lugar é esse? – A pergunto baixo, e me sentindo confusa.
- Você está no hospital Isa. – Um homem fala do meu outro lado.
- Quem é o senhor? – O pergunto.
- O seu noivo, Alexander. – Vejo a preocupação nos seus olhos. – Você sabem quem você é?
- Não. – O respondo com calma e baixo.
Quem eu sou?