No caminho até o presídio, observei pela janela a paisagem lá fora. Eu observei que mesmo com o capitalismo e o desmatamento, ainda existem árvores que lutam, ainda existem árvores que espalham suas raízes em busca de água e força. Quando eu fui embora de casa, foi esse o meu objetivo, ser tão forte e tão empoderada como aquelas árvores que ainda lutam mesmo quando tudo está perdido. Eu quero ser aquela gota de água exposta ao sol de meio-dia, eu quero ser alguém que nunca vai desistir. Alí sentada naquele momento, eu me sentia como todas aquelas mulheres empoderadas dos filmes, mas ao mesmo tempo eu me sentia pequena, isso é consequência da merda do machismo. Não é justo que todas as mulheres sejam vistas como pequenas, não é justo que os homens façam o que querem com as mulheres e saíam

