Capítulo 19

591 Palavras
Anne passou a semana inteira em um clima agradável. Cuidava de Erik, além de conversar com Janet, Jasper e tinha a companhia de Henry as noites. Ele se esgueirava para seu quarto, sem que ninguém notasse e dormia com ela. E isso a deixava feliz, pois não queria passar um segundo longe dele. E ele parecia ter a mesma opinião. Logo iriam acabar as férias curtas deles, pois Henry precisava voltar para suas pesquisas e ela teria que preparar um casamento. Janet iria ajudá-la com isso. Mas, ninguém parecia mencionar sobre sua sogra. O que era inquietante. - Ela está em Paris – comentou Jasper, quando Anne perguntou no café da manhã – Ela vive lá agora, com nossas riquezas. Gastando como se não houvesse amanhã. Henry fez uma carranca, tomando um gole do seu café. - Ela não sabe o trabalho que temos para ter nosso patrimônio – ele disse, rancoroso. - Que falta de educação falar sobre trabalho a mesa – provocou Janet – Nobres não trabalham. - Nós não somos comuns, se você esqueceu, esposa – Jasper disse, com um sorriso malicioso – Eu tenho meus negócios lucrativos no jornal e na fábrica de tecidos. Então, é isso que salva nossas propriedades. E Henry suja suas mãos como médico. Todos riram. - Mas, ela não vira para o casamento? – Anne retomou o questionamento sobre a sogra. - Ah, não. Ela ficaria furiosa. Então, eu não avisei – Henry disse, sucinto. Anne arregalou os olhos. - O quê? – ela exclamou, surpresa. Henry suspirou e Jasper tinha uma expressão de culpa. - Er...na verdade eu avisei – ele disse. - Você não fez isso. Seu bastardo! – vociferou Henry. - Ei, acalmasse Henry. Tem crianças na mesa – Janet pediu. - Eu gostei desse xingamento. Bastardo – repetiu Louis. Erik e Jonathan riram. - Vocês não devem dizer isso, mocinhos – repreendeu Anne. Janet a fitou com um olhar de que seria difícil convencê-los a não repetir o que foi ouvido. - Por que fez isso, Jasper, quer condenar a todos? – Henry parecia agoniado. - Eu fiz o que era certo. Ela é nossa mãe e você é maior de idade – o irmão tentou contornar a situação. - Eu disse que era péssima ideia – Janet comentou, tomando seu chá placidamente – Não se preocupe, Anne. Eu a salvarei. Anne riu, sem humor. - É tão r**m assim? – ela perguntou. - Terrível – Henry respondeu soturno. - O pior pesadelo – Janet complementou. - Por Deus, ela é nossa mãe – Jasper protestou. - Um dragão cuspindo fogo – Janet parecia adorar colocar lenha na fogueira, Anne reconheceu. E não pode deixar de rir. Jasper suspirou, desalentado. - Não se preocupe, Anne. Ela vai se comportar – Jasper prometeu, com um olhar bondoso – Ela disse que viria para conhecê-la. Deve estar chegando em breve. - Ah – Anne se engasgou. Henry se levantou, abruptamente, fazendo com que a cadeira batesse no chão. - Nós vamos embora agora – ele disse, com um tom autoritário. - Henry – Jasper tentou dizer. - Milorde, a viscondessa viúva de Bedford está aguardando para entrar – o mordomo irrompeu na sala de desjejum. Jasper parecia ter engolido uma vespa. E não era diferente de Henry, que estava rígido. Janet parecia plácida e calma. E Anne estava fervilhando de pensamentos catastróficos por dentro. - Deixa a entrar – Jasper permitiu. - Não – Henry disse, agoniado. Mas, já era tarde. Ela entrou e todos pareciam ter prendido a respiração.
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