A lâmpada iluminava fracamente a porta da frente. O ar noturno estava perfumado pelo cheiro penetrante e sempre presente dos pinheiros. Grilos e cigarras cantavam sem parar. Àquela hora, não havia trâfego nenhum na rua. Na sombra lançada pela lâmpada, o beijo de Kurt aprofundou-se com ardor persuasivo, mas Alanna não o sentia. Sem que quisesse ou pudesse impedir, era o beijo de Rolt que abalava seus sentidos. A lembrança chegou tão de repente, tão inesperadamente, que se livrou violentamente do abraço de Kurt. Quando viu o olhar espantado de seus olhos azuis, em vez do brilho cor de índigo dos olhos de Rolt, percebeu o que tinha feito. - O que aconteceu? Que foi que eu fiz? - Sua voz se entremeou ao riso espantado. Alanna voltou-lhe as costas, incapaz de encontrar seu olhar o

