João Carlos Alves da Silva (Joca)

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João Carlos Alves da Silva (Joca) Fui tratado tipo bicho até a delegacia. Me atiraram no camburão, gritaram comigo e cuspiram em mim. Eu marquei o rosto de cada um deles. E cada um vai pagar com a vida quando sair daqui. Ao chegar no Centro de Triagem, lugar onde levam os presos, para aguardar audiências, senti o cheiro da umidade, o cheiro forte de mofo mesmo. O lugar era escuro com baixa luminosidade e quase sem janelas. Passei por corredores, então em um pátio com chão de cimento um homem grita comigo. - Tira a roupa! - Merda! Tiro em silêncio, em seguida chega mais alguns caras, uns eu conheço são lá do morro mesmo, outros não conheço. Os agentes do lugar pegam uma mangueira enorme e lançam em nós. O inverno estava próximo, já estava frio, e a água gelada fez eu me encolher. - Vire

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