Kris saiu da cozinha batendo a porta com força e Chanyeol suspirou, pegou a calça e cueca do Byun e o vestiu, fechando sua calça também.
Baekhyun saiu da cozinha com lágrimas nos olhos e, apesar de ser tarde da noite, todos estavam na sala, aparentemente lhe esperando, seus pais lhe olhavam irritados e o patriarca segurava o cinto em mãos.
— Por que está nos fazendo passar essa vergonha, Baekhyun? Esqueceu de tudo que lhe ensinamos? — perguntou chegando mais perto e fazendo Baekhyun desabar, chorando alto.
— D-desculpa, papai, eu não sabia que ia entrar no cio, e-eu tentei ficar longe de Chanyeol, mas eu não consegui, a dor era forte e seu cheiro era tão bom. — disse entre soluços, de cabeça baixa.
— Você jurou que esperaria seu marido, Baekhyun você jurou que não seria uma vergonha. — disse levantando a mãos pronto para atingir o pequeno com a cinta, mas Chanyeol agarrou o corpo choroso, praticamente rosnando para o patriarca da família.
Baekhyun estava sensível e ainda sentia as dores do cio, o primeiro era sempre mais forte. Fechou os olhos quando sentiu os braços em seu corpo e procurou pelo peito do Park, escondendo o rostinho corado ali.
— Moonju, agora não adianta, pelo menos não essa semana. — disse a mãe de Baekhyun, suspirando ao ver Chanyeol pegando o pequeno no colo e o levando para cima.
— Eu sinto muito, mas eu não vou ficar nesta casa vendo meu irmão profanar meu noivo, não é justo que ninguém faça nada quanto as atitudes de Chanyeol. Vocês ouviram Baekhyun, ele fez de propósito, ele poderia ter se afastado, Baekhyun está no primeiro cio, mas Chanyeol não! — Yifan exclamou com raiva.
— Não podemos fazer nada, seu irmão foi o primeiro Alfa de Baekhyun e o que temos que fazer é esperar o cio passar para pensar com clareza. Não sabemos se ele fez por m*l, meu filho, não sabemos a intensidade do cheiro de Baekhyun para Chanyeol, você não sabia que ele estava prestes a entrar no cio e deveria. — MiChan abraçou o primogênito, tentando acalmar os ânimos e pensar de forma racional.
— Me perdoe, mamãe, mas eu não vou ficar aqui, eu não vou deixar todos pensarem que acho bonito meu irmão mais novo roubando meu noivo. Eu orei com Baekhyun por três anos por esse casamento, por três anos! Não é justo que deixem Chanyeol fazer isso.
— Mas meu filho, não dissemos que não vai haver casamento, nós só...
— Eu não quero essa droga de casamento, Chanyeol vai para o inferno, este é apenas mais um pecado entre os tantos dele e mesmo assim ele é o filho favorito de vocês. Então que padeçam junto, eu não vou assistir isso.
Chanyeol deitou o corpo de Baekhyun na cama, vendo que o pequeno ainda chorava.
— Eles me odeiam agora, vão me odiar para sempre, vão me jogar para fora de casa e eu vou para o inferno. — disse entre soluços.
— Não, bebê, é claro que ninguém odeia você. Eles vão culpar a mim e somente a mim, você não tem culpa de nada, eu juro. — Chanyeol disse limpando as lágrimas do rostinho corado — Deus sabe também, você não fez por m*l, meu cheiro é bom, não é? — Baekhyun concordou com a cabeça — Seu cheiro também é bom demais para mim, foi só isso, a gente não conseguiu controlar.
Baekhyun parecia um bebê naquele momento, chorando alto, com as bochechas rosadas e o grande bico em seus lábios.
— Você promete? Você promete que não vou para o inferno com você?
Chanyeol riu soprado e negou com a cabeça.
— Eu prometo, Baekhyun, você não vai para o inferno comigo.
— E-então você pode tocar no meu bumbum de novo? Dói quando não tem você ali. — disse com vergonha, olhando os próprios dedos.
Chanyeol mordeu os lábios e dessa vez tirou toda a roupa de Baekhyun, dando beijinhos por todo o corpo quente e aproveitando de cada pedacinho do pequeno.
{•••}
Uma semana depois...
Baekhyun mordeu os lábios e apertou o peito de Chanyeol com força.
O seu cio já havia passado, não havia mais nenhum dor ou desejo incontrolável, mas Baekhyun não seguiu resistir.
O Byun disse para os pais que era normal o efeito do cio continuar mais um tempo no primeiro, ainda mais um que foi tão intenso como o dele e Chanyeol concordou ao dizer sentir o cheiro do Byun ainda forte contra suas narinas e, apesar de não conversarem um com o outro sobre o assunto, os dois sabiam que era uma grande mentira, Baekhyun só queria fazer mais uma vez, só queria sentir aquela sensação novamente antes que tudo voltasse ao normal e Chanyeol voltasse a ser o mesmo babaca que sempre foi.
— Ahn. — gemeu baixinho e rebolou mais rápido, suspirando e apertando Chanyeol contra si, até não aguentar mais e gozar, sujando a barriga do maior.
Baekhyun soltou o ar pela boca e deitou cobre Chanyeol sentindo as nádegas sendo apertadas com força e as estocadas fortes, seguidas do líquido em seu interior.
— Satisfeito? Você queria saber como era f********o fora do cio ou gostou mesmo de f***r comigo?
— Eu não sei do que está falando. — murmurou baixinho, escondendo o rosto no pescoço de Chanyeol por puro hábito.
— Gostou de f***r, não foi? É gostoso ter um p*u dentro de você, Baekkie? Eu te fiz gozar bem gostoso, não foi?
— Por que você tem que ser assim? Por que precisa se afirmar tão babaca? Por que escolhe ir para o lado errado ao invés de persistir em oração e fazer o que e certo? Você tinha chances de ser um homem bom Chanyeol.
Baekhyun levantou da cama e foi para o banheiro, tomando um banho e limpando todo o seu corpo dos vestígios do sexo recente. Voltou a vestir suas costeiras roupas e suspirou ao entrar no quarto e ver que Chanyeol havia ido embora.
O pequeno limpou todo seu quarto e trocou os lençóis, tentando se livrar do cheiro de Chanyeol e do cio.
Desceu as escadas devagar, não sabendo com que cara ia falar com seus pais depois de tudo que aconteceu.
— Baekhyun, nós precisamos conversar. — Byun Moonju falou baixo e sério, e logo Baekhyun entendeu o que iria acontecer.
Seguiu o pai até o escritório deste e rezou a cada passo para que não houvesse nenhum tipo de penitência escondida na pequena sala.
"Senhor, Chanyeol disse que entenderiam o que aconteceu. Que papai não me castigue, que papai não me castigue..."
Entrou no escritório e sentou em frente a mesa do seu pai, como foi mandado.
— Baekhyun, sabe que sempre queremos o melhor para você e ficamos felizes quando escolheu Kris como marido, ele é um grande homem e será um ótimo pastor um dia, ele tem um chamado, mas está certo na raiva que ele está, porém, sabemos que esse instinto primitivo é o que nos faz pecadores desde o nascimento, é culpa dos nossos primeiros pais. Não nos dê mais vergonhas, meu filho, vamos tentar fazer essa situação passar e reatar o seu noivado com Kris, por favor, ora e vigia para que o m*l não destrua todo nosso esforço.
— Sim senhor, papai. Eu estou com muita vergonha do que aconteceu e de não ter conseguido ficar longe de Chanyeol esta semana. — disse baixo, sem encarar o pai.
— Eu entendo, ele foi seu primeiro Alfa, é natural passarem todo o cio juntos.
— Kris está muito chateado?
— Está, mas vamos tentar conversar com ele, Kris precisa entender que os planos dEle são maiores que os nossos, não temos controle de certas coisas e nunca iremos entender porque certas coisas acontecem.
O Byun concordou e a sala ficou naquele silêncio constrangedor, até que Baekhyun tomasse a iniciativa de sair da sala.
{•••}
Três semanas haviam se passado desde o primeiro cio e Baekhyun não estava gostando nada do rumo que as coisas estavam tomando, só naquela semana havia passado mais dias de cama do que em toda a sua vida.
Não saberia dizer se havia pego uma virose, se Deus estava lhe punindo ou o quê, mas sua vida parecia estar de pernas para o ar.
— Baekhyun, vamos ao médico, filho, não custa nada.
— Não estou doente, mamãe.
— Claro que está, vomitando tudo que come e não saindo dessa cama. Eu não estou pedindo, Baekhyun, vamos ao médico.
Sem a mãe ver, o pequeno revirou os olhos e levantou da cama, vestindo uma roupa simples e seguindo para o carro da mais velha, que o levou até o hospital.
Os médicos fizeram os exames normais e pediram um exame de sangue, logo liberando Baekhyun.
— Viu, mamãe, eu disse, só uma virose. — fez um enorme bico ao entrar no carro de novo.
— Não me culpe por me importar, prefiro me certificar de tudo. Além disso, você precisa ficar bem logo, marcamos uma reunião com os Park's no fim de semana, parece que seu casamento vai acontecer.
— Você jura? — Baekhyun perguntou animado, mas logo voltou a se recostar no carro sentindo o enjoo — Nem acredito, mamãe, parece que Deus está me perdoando pelos meus erros.
— Parece que sim, bebê, e logo você vai ter seu marido e poderá esquecer estes dias.
Baekhyun sorriu abertamente, sentindo vontade de esmagar a mãe em um abraço apertado.
Assim que chegou em casa tratou de arrumar seu quarto e escolher a melhor roupa para a ocasião.
{•••}
Baekhyun já estava pronto para o jantar com os sogros, alinhou o terno bonito no corpo e abriu um sorriso de orelha a orelha, não conseguia acreditar que poderia esquecer aquela fatídica semana com Chanyeol e viver todos os seus sonhos.
— Baekhyun, venha já aqui. — ouviu a voz da mãe e desceu as escadas animado, achando que seus sogros e seu futuro noivo já haviam chego.
Mas assim que terminou de descer as escadas viu a mãe com uma mistura de tristeza e decepção estampada no rosto.
— O que aconteceu, mamãe? São más notícias? — perguntou preocupado.
— Talvez meu filho, chegaram os resultados dos seus exames... — disse suspirando e andando de um lado para o outro — Você está grávido.
— G-grávido?