Chanyeol abraçou o corpo de Baekhyun e enterrou seu rosto no pescoço fofinho, sentindo o cheirinho de seu ômega. Os raios solares entravam pela janela por um fresta na cortina, iluminando a cama parcamente.
- Bom dia, amor. - sorriu com os beijos, sentindo Chanyeol ficar mais necessitado entre seus braços, beijando seus ombros e mordiscando a pele de leve - Melhor tomar os supressores, estamos com visitas.
- Mas eu preciso tanto de você...
- Vai tomar os supressores. - disse virando para Chanyeol e tendo os lábios roubados pelo maior, não conseguindo resistir com as mãos grandes em suas nádegas - Poxa, Channie. - gemeu e mordeu os lábios - Temos visitas, amor, não podemos...
- No meu outro hut você queria tanto dar pra mim, rebolou na minha cara implorando pra que eu chupasse seu cuzinho, por que não deixa agora? - perguntou apertando mais a b***a do Byun, deixando Baekhyun e******o.
- Porque tem visitas, Chanyeol! Toma agora o remédio, não quero outro ômega sentindo seu cheiro. - disse gemendo, tentando se manter forte e controlar a vontade de sentir seu alfa dentro de si.
Chanyeol resmungou e levantou da cama, tomando o supressor e vestindo uma roupa adequada, assim como Baekhyun.
Desceram as escadas devagar e viram que Jongin e Kyungsoo ainda dormiam, o pequeno estava na cama de Jongin, abraçado ao corpo do outro, com a face enterrada em seu peito.
- Viu, eu poderia ter comido você que ninguém ia notar, mas eu sempre que tenho que tomar no cu, nunca posso fazer nada do que eu quero... - Chanyeol resmungou, seguindo para a cozinha enquanto o Byun revirava os olhos e fazia carinho na própria barriga.
- Para de ser tão m*l humorado, Chanyeol. Te aguenta.
- Você não se aguentou, ficava esfregando a b***a na minha cara, não me deixava nem dormir, no meu hut e no seu cio, então não me peça isso. - disse começando a fazer o café da manhã, com o cenho franzido e certa raiva, que fez Baekhyun rir e andar até o marido.
O pequeno acariciou as costas de seu alfa e lhe deu vários beijinhos.
- No próximo eu prometo me controlar e não fazer nada disso.
- Você enlouqueceu? Eu quero muito que você rebole na minha, c****e.
- Para de falar palavras feias e ficar assim. - disse rindo e beijou os lábios de Chanyeol - Se você se controlar eu faço aquilo que você gosta.
- O quê?
- Você sabe o que é. Mas só se você ficar comportado. - sorriu para Chanyeol e lhe deu mais um selinho, sentando na mesa e esperando o café da manhã.
Não demorou para que Kyungsoo e Jongin entrassem na cozinha, vendo um Chanyeol ranzinza servir o café da manhã.
- O que deu nele? - perguntou Jongin, ao ver Chanyeol devorar a comida com o cenho franzido e resmungando.
- Aparentemente Chanyeol não reage bem com supressores. - disse rindo.
- E pra que isso? - Kyungsoo perguntou curioso.
- Os supressores são para evitar o seu cio ou hut, para que não queira fazer... você sabe.
- Oh, você não gosta de fazer? - perguntou para Baekhyun, que sentiu-se muito envergonhado, mas riu.
- Não é essa a questão, é que temos visita e Chanyeol é descontrolado.
- Mentira, eu sempre tomo no cu, nunca ganho o que eu quero. - resmungou, recebendo um tapa de Baekhyun.
- Vai ver o que você vai ganhar. - Chanyeol suspirou e voltou a comer em silêncio.
Kyungsoo estava rindo daquela cena, nunca tinha visto um alfa no meio de seu hut, ainda mais com os tal supressores. Estava comendo e sentindo-se bem, até lembrar de uma coisa, que lhe deixou estático, preocupando os outros que estavam na mesa.
- O que foi, Kyungsoo? - perguntou Jongin.
- O-ontem eu vim com vocês para cá e não voltei para casa, meus pais vão achar que eu dormi com você de forma errada. - disse apavorado - Eles vão me expulsar de casa, jamais aceitariam que eu tivesse uma vida imoral. - disse começando a chorar, sendo abraçado por Jongin.
- Calma bebê, você não fez nada, a gente sabe que você não fez nada.
- Mas e-e se eles não acreditarem? - perguntou chorando, fazendo Jongin o abraçar com mais força.
- Você vai morar comigo, não se preocupe com isso, Soo.
O pequeno concordou, escondendo o rosto no pescoço de Jongin, ficando mais calmo com o cheiro de seu alfa.
Os casais terminaram o café da manhã e Chanyeol foi arrumar a sala, enquanto Jongin e Kyungsoo pegavam suas coisas.
- Chanyeol não vai trabalhar, né? - viu o outro negar com um resmungo - Encontro você depois então, fica de olho no celular, caso precise falar sobre o caso com você. Baekhyun, muito obrigado pela hospitalidade.
- Voltem sempre, de verdade. - sorriu, abraçando Kyungsoo - Parece horrível ter um alfa, mas é muito bom, se você der uma chance para o Jongin, vai ser muito feliz. - sussurrou no ouvido do outro, que concordou, Baekhyun deu a chave do carro de Chanyeol para Jongin e os levou até a porta.
Kyungsoo e Jongin saíram da casa e Chanyeol nem esperou Baekhyun fechar a porta, agarrando o pequeno por trás.
- Os supressores não fizeram nem cócegas em você, não é?
- Não, eu quero você. - disse virando o Byun e beijando seus lábios.
(...)
- Eu estou com medo, Jongin. De verdade. - o pequeno confessou, enquanto iam para a casa dos seus pais.
- Vai ficar tudo bem, já disse que se eles não entenderem, você pode ir morar comigo, e não estou pedindo que faça nada que não queira, Kyungsoo. Sinto muito pela confusão.
- Tudo bem, eu... prefiro assim. - sussurrou e segurou a mão de Jongin, sentindo-se mais calmo.
Não demoraram a chegar na casa de Kyungsoo. O pequeno bateu na porta e esperou os pais abrirem, entrando junto com Jongin.
- Do Kyungsoo! Como pode fazer a nossa família passar tanta vergonha? Fugir da sua festa de noivado com um desconhecido? É viver como uma prostituta que você quer? - a mãe começou a gritar, puxando o garoto pelo braço.
- Não mamãe, eu juro que não fiz nada. Fomos para casa de Chanyeol e passamos a noite lá, eu não fiz nada de errado, eu juro. - disse sentindo os olhos arderem com as lágrimas.
- Como vamos confiar em você, se aparece com um homem dentro de casa, tendo passado a noite fora? Dormiste com ele? É a imoralidade que procura? - gritou e Jongin respirou fundo, indo até Kyungsoo e o soltando das mãos da mãe.
- Vá buscar suas coisas. - disse baixo, com seu tom alfa e logo Kyungsoo estava indo para seu quarto - Kyungsoo é meu ômega, responsabilidade minha, eu não toquei nele, mas também não me interessa no que a senhora acredita. - disse sério - Eu quem não posso confiar de deixá-lo longe de mim, por isso ele está indo embora daqui. - explicou, sem chances para a senhora Do rebater.
Alguns instantes depois Kyungsoo já estava na sala com todas as suas coisas e os olhos inchados pelo choro.
Jongin pegou as malas do pequeno e levou para o carro, esperando Kyungsoo segui-lo.
E foi o que o Do fez, olhando triste para os pais, seu pai nem ao menos abriu a boca, com certeza devia estar pensando horrores sobre si, suspirou e entrou no carro junto com Jongin, indo para a casa do mais velho.
Era estranho pensar que m*l o conhecia, mas não gostaria de se afastar, sentia-se bem ao lado de Jongin, foi por isso que relaxou no banco do carona e voltou se segurar a mão do mais velho, esperando que chegassem logo em casa.
Assim que chegaram, Jongin pegou as malas de Kyungsoo e levou para dentro de sua casa, era uma casa simples e bonita.
- Seu quarto fica no fim do corredor a direita, eu preciso ir trabalhar, mas prometo que o limpo e deixo tudo perfeito para você.
- Não se incomode com isso, eu consigo limpar um quarto, Jongin. Mas eu queria pedir uma coisa que pode ser um pouco estranha, mas já que estamos nesta situação... - disse envergonhado.
- Tudo que quiser.
- E-eu nunca ganhei um beijo, poderia me dar um?
Jongin riu com o pedido e selou rapidamente os lábios do pequeno, que, ainda de olhos fechados, negou com um manear de cabeça e entreabriu os lábios, recebendo um beijo de verdade.