Depois do culto, Baekhyun foi até o pai, que estava descendo do púlpito, o garoto estava com um sorriso de orelha a orelha e abraçou o pai com força, sentindo-se feliz demais por aquele momento.
— Que bom ver vocês aqui. — disse Moonju, abraçando o filho e depois apertando a mão de Chanyeol — Confesso que você era alguém que eu não esperava no culto de hoje.
— Baekhyun faz chantagem. — disse rindo — Faço tudo que ele quer.
— Nem é assim. — mostrou a língua para o marido, feito criança, e voltou a prestar atenção no pai — Pai, preciso falar com você sobre uma coisa, eu... eu vi algo que não queria, o Kris...
— Ah, você já soube? Ele vai se casar sim, com Do Kyungsoo. É um excelente rapaz. — deu um pequeno sorriso — Lamento que ainda tenha sentimentos...
— Não, pai. Eu já não tenho certeza sobre isso e tive provas de Yifan não é um homem bom, como pode deixar ele ser diácono da congregação?
— Meu filho, quem escolhe como vamos servir é Ele, Kris nunca poderá esconder-se de Deus. E você sabe qual é o preço do pecado.
— Sim, eu sei. Eu fiquei tão magoado com isso, mas tudo bem eu entendo. Outra coisa que eu queria perguntar... — disse sentindo as bochechas vermelhas e fez sinal para Chanyeol se afastar, para que apenas o pai ouvisse — Eu tenho dúvida sobre uma coisa muito íntima... eu posso fazer coisas com o meu marido? Quando ele quer? — perguntou envergonhado, mas naquele momento precisava saber a opinião de um pastor e não de seu pai.
Byun Moonju riu e acariciou o ombro do filho.
— Antes do casamento o sexo é algo sujo, algo que leva você a imoralidade, por isso fiquei tão decepcionado por você ter perdido sua virgindade com Chanyeol. Mas depois do casamento, meu filho, eu posso lhe citar muitos e muitos versículos de como Deus separa esse momento para os dois, seu corpo pertence ao seu marido e o dele a você, é para ser algo prazeroso, íntimo, de amor puro. É bem visto diante dos olhos dEle, pois você está com seu marido, com quem ama e essa é a forma mais intensa se expressar tudo aquilo que não sacia com carinho e conversar. Na carta os Coríntios diz para não negar o seu marido, que separem-se apenas um momento para a oração, mas não fiquem sem contato ou brigados por muito tempo, para que Satanás não venha a tentá-los.
— Isso quer dizer que eu posso dormir com meu marido? E que Satanás pode fazer ele me trair se a gente não dormir mais?
— Sim! Se é uma união de amor e vocês sentem necessidade um outro, esse amor vem de Deus, meu filho, não tenha vergonha e nem negue o seu marido.
— Obrigado, papai. Vejo você no culto de domingo. — abraçou o pai mais uma vez e foi a procura de seu marido.
Chanyeol estava do lado de fora da igreja, escorado na mureta com um cigarro entre os dedos.
— V-você veio aqui fumar? Sério? — Baekhyun perguntou com um bico triste.
— Na verdade não, eu estava tentando parar por causa do bebê, mas depois do culto...
— Você foi liberto? — Baekhyun perguntou voltando a sorrir e indo até o marido, o puxando e beijando seus lábios.
Chanyeol ficou surpreso, mas não deixou de abraçar a cintura fofinha de seu ômega e retribuir o beijo.
— Sinto que sim.
— Meu pai disse que a gente deve fazer coisas de marido sempre. — disse envergonhado, ainda mais quando viu o sorriso gigante de Chanyeol.
— Seu pai é o melhor. — deu alguns selinhos nos lábios do Byun — O que acha de ir pra casa e fazer mais uma vez então?
— Uhum, eu quero. E quero pizza!
— Então vamos.
{•••}
Dois meses depois.
Baekhyun colocou as pernas sobre as de Chanyeol, tentando chamar a atenção do marido, que estava digitando um relatório.
— Chanyeol, você não quer fazer carinho na minha barriga? — perguntou manhoso, fazendo carinho no outro com o pé.
— Não, você está pelado e se eu olhar pra você sei que não vou conseguir trabalhar.
— Dá só um beijinho e eu vou fazer outra coisa.
— Amor...
— Vai, Chanyeol, um beijinho não custa. — Baekhyun mordeu os lábios e levantou a camisa, fazendo o maior suspirar e deixar o notebook de lado, virando e começando a beijar a barriga de Baekhyun — Seu rut está próximo? Seu cheiro está tão forte! — gemeu, abrindo as pernas, mesmo os beijos sendo em sua barriga.
O Park sabia muito bem que Baekhyun ia fazer isso, por isso não queria dar atenção, ele o desconcentrava o tempo inteiro, mas não resistiu em descer os beijos para a entradinha do garoto e começar a chupar o local.
— Ahn... aí não é minha barriga, Chanyeol. — gemeu e segurou os cabelos do maior, rebolando em seu rosto.
— Ah, eu devo ter me enganado, não preciso dar beijos aqui então. — disse afastando-se lentamente.
— Precisa, precisa sim. Por favor, chupa. — implorou, mordendo os lábios e agarrando o estofado.
— Não posso, tenho que trabalhar. — disse tentando pegar o notebook, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, Baekhyun já estar em seu colo, puxando seu cinto.
— Papai disse que você não pode me negar, você é meu. E eu quero você. — disse beijando os lábios do Park.
— Droga, bebê, isso é errado. — disse rindo e segurou as nádegas do garoto com certa força, beijando o pescoço e ombros de Baekhyun, sentindo o outro fazer movimentos de vai e vem em seu m****o, assim que conseguiu tirá-lo da calça — Eu não acredito que você está tão safado assim, espero que não sejam só hormônios da gravidez.
— Tem medo do bebê nascer e eu não querer mais sentar no seu colo e fazer aquilo?
— Na verdade eu tenho sim, tenho medo do bebê nascer e eu não poder tocar você, não poder sentir seu cheirinho e encher essa boca de beijinhos. — disse beijando os lábios do Byun, o levando para o quarto.
— Nada vai mudar, eu prometo, Chanyeol. Mas eu preciso contar uma coisa. — disse mordendo os lábios.
— O que você aprontou? Sinto cheirinho de travessura. — disse cheirando o pescoço do Byun antes de colocá-lo na cama e deitar entre suas pernas.
— Bom, você nunca tem tempo de dar estudo bíblico para as crianças e essa é finalmente a sua folga em quase duas semanas — disse com bico — Então eu chamei as crianças para fazer o estudo aqui hoje ás cinco. — disse mordendo o polegar e sorrindo, com medo de ser xingado.
Chanyeol ficou lhe olhando um bom tempo, com os olhos semicerrados e a respiração acelerada, como um touro.
Baekhyun começou a morder o dedo com mais intensidade, deixando o sorriso morrer aos poucos.
— Não! — disse, fazendo Baekhyun se encolher um pouco — Tem problema nenhum, bebê. — disse com a voz mais suave, fazendo Baekhyun bater com um travesseiro na sua cara.
— Você é um i****a!
— Não entendo porque tem medo de mim, eu te trato bem, não é?
— Claro, mas eu já vi você irritado e não quero isso de novo. — fez bico.
— Desculpe. Jamais quis que tivesse uma imagem assim de mim, Baekhyun. — disse suspirando e desistindo, deitando ao lado do pequeno.
— Eu não tenho, eu juro, faz muito tempo que mudei minha opinião sobre você e nosso relacionamento, Chanyeol, mas igual...
— Tudo bem, mas eu adoro crianças, vai ser legal ajudar você a ensiná-los. Sempre que precisar de mim, não deixe de me contar, eu não quero quebrar nenhuma promessa com você, muito menos a que fiz no dia do nosso casamento.
— Tudo bem, eu juro não esconder o que sinto. — sorriu e procurou pelos lábios do marido, não demorando a estar sobre o corpo do mais velho, transformando tudo em algo mais intenso.
{•••}
Baekhyun estava sentado no chão em posição de lótus, com a maioria das crianças, entre cinco e dez anos, da congregação sentadas em sua frente.
— Hoje vamos aprender a história de Moisés, senhor Byun?
— Uhum, vamos aprender sobre o plano de Deus. Ele sabe tudo desde o ventre. — disse passando a mão em sua própria barriga, já grande para os cinco meses — Ele o escolhe seus filhos antes mesmo de nascerem, Ele decide quem esse bebê vai ser antes mesmo de sabermos que essa pessoa vai existir, assim como fez com Moisés.
Começou a contar a história para as crianças, vendo todos de olhos atentos em si, incluindo Chanyeol.
— O Faraó no fundo tinha medo do povo de Deus, que assim como prometido a Jacó, eram tantos quanto as estrelas. Então ele mandou que seus homens matassem todos os bebês que nasceram. A mãe de Moisés não poderia deixar que matassem sem filho, foi por isso que o colocou dentro de uma cesta e deixou que seguisse o rumo do rio. Deus já tinha enchido do coração da filha do Faraó, que foi quem encontrou o bebê e deu-lhe o nome de Moisés. — disse sorrindo, vendo as crianças animadas com tudo aquilo — O Senhor sabia da dor daquela mãe e quem o Moisés ia ser no futuro, a princesa precisou de uma ama de leite e essa mulher foi justamente a mãe de Moisés, quem mais poderia criar alimentar um bebê e deixá-lo forte senão a própria mãe?
Baekhyun continuou contando e fazendo gestos, fazendo as crianças rirem vez ou outra. Quando Chanyeol pensou em estudo bíblico, imaginou todos com a cara na bíblia, lendo naquela versão antiga e sem entender metáfora alguma, mas quando Baekhyun começou a falar com aquelas crianças, tudo foi muito diferente, aquele com certeza era o dom dele.
Não apenas passar a palavra de Deus, mas ensinar as crianças para que desde cedo não sejam tentados pelo pecado, pois saberão que o Senhor tem grandes planos.
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— Eu já disse que você é maravilhoso? Do jeito que falou até eu queria ficar lendo a bíblia.
— Acho bom você ler mesmo. — disse com bico e engatinhou até Chanyeol, sentando em seu colo — Você vai ter que contar tudo isso para o nosso filho depois, quero ver se vai ensinar ele direitinho.
— Vou ensinar ele ou ela a ser uma pessoa boa. Conta?
— Conta sim. — disse dando vários selinhos na boca do mais velho — Você acha que devemos ir naquele jantar amanhã? Eu tenho medo. — confessou, deitando a cabeça no ombro de Chanyeol.
— Precisamos ir sim, mas vai ficar tudo bem, eu prometo.
Baekhyun concordou com um manear de cabeça, sorrindo ao receber vários beijinhos.
— Vou te levar pra cama. — disse com malícia, fazendo Baekhyun corar.
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O pequeno estava nervoso demais, não achava que deveria ir em um jantar de noivado de Yifan, muito menos chegar antes do próprio marido, que era o verdadeiro m****o da família. Mas Chanyeol mandou uma mensagem pouco antes do Byun de sair de casa, avisando que se encontrariam lá.
Já até sabia o que o marido estava tramando, era um pouco difícil de convencer Kyungsoo de que aquilo não era uma coisa boa e ele não deveria ser tratado daquela forma, mas o pequeno estava iludido de tal forma, que as marcas em seus braços não pareciam importar tanto.
Baekhyun ficou comendo uns salgadinhos na beirada da mesa e esperando Chanyeol, o que demorou alguns bons minutos, mas logo ele estava lá, com aquela carranca que Baekhyun nunca via dentro de casa, ao seu lado outro alfa do seu distrito.
Kim Jongin era o nome dele. Homem alto, cabelos pouco compridos e jogados para o lado, em um topete bagunçado, muito parecido com o de Chanyeol. Com certeza uma tentação para qualquer um.
— Esse é o Jongin, bebê.
— Olá, Jongin, eu ouço muito falar de você. — Baekhyun sorriu, abraçando o corpo do marido e quase enterrando seu rosto ali, estava morrendo de medo de ficar sozinho naquela festa, não via a hora de Chanyeol chegar.
— Eu também ouço falar de você. — sorriu, mas logo a expressão de Jongin ficou séria, enquanto olhava para Baekhyun respirou profundamente e suas pupilas dilataram.
Baekhyun não entendia o que estava acontecendo e Chanyeol estava muito surpreso, Jongin virou para o outro lado e rosnou baixinho ao ver Kyungsoo, ao ver o seu ômega nos braços de outra pessoa.