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1236 Palavras

A segunda-feira amanheceu nublada, mas não era o clima que tornava o dia pesado — era o fardo que Mel carregava no peito desde sexta-feira à noite. O envelope ainda estava lá. Dobrado, escondido entre os livros de anatomia na estante do quarto, como se isso bastasse para calar as palavras que ela já decorara. Cada frase daquelas poucas linhas era uma sentença gravada a fogo em sua mente. Se quiser afastá-los… só precisa dizer a ela quem ele realmente é. Diga que Marco é Carlos. Carlos, o menino desaparecido. O primeiro amor de Eva. E o arquiteto da destruição da família dela. No início, Mel quase dançou pela casa. A revelação viera como um presente dos deuses. Uma bomba pronta para explodir entre as mãos inocentes de Eva e transformar tudo em pó. Marco cairia. Eva se afastaria. E Me

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