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1385 Palavras

Marco ainda estava ali, parado sob a luz fraca dos postes do estacionamento, os punhos cerrados, os músculos rígidos de tanta tensão. Ele encarava a árvore à sua frente como se fosse um inimigo real, um oponente que ele pudesse destruir com os próprios punhos. Então, sem hesitar, desferiu outro soco, sentindo a casca áspera rasgar a pele dos nós de seus dedos. O impacto reverberou por seu braço, mas ele não se importou. O que realmente doía não era o ferimento superficial em sua mão, e sim o ódio queimando dentro dele. Alguém havia trancado Eva no vestiário. Alguém havia batido nela. E agora ela estava ali, machucada, com hematomas espalhados pelo rosto e o nariz ainda manchado de sangue seco. Marco fechou os olhos por um instante, tentando conter a fúria que o consumia. Ele sempre so

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