Eva m*l se lembrava do caminho que percorreu até a casa da mãe. Tudo ao seu redor parecia envolto em neblina, os olhos turvos pelas lágrimas incessantes, as mãos apertando o volante com força, como se aquilo fosse a única coisa a manter sua sanidade intacta. O coração batia descompassado, acelerado demais, como se quisesse fugir antes mesmo dela encarar o que estava por vir. Quando o carro parou diante da residência elegante em um dos bairros mais nobres da cidade, Eva desceu em um rompante, os passos desgovernados, o peito em chamas. Abriu a porta com a própria chave, sem se importar com os gritos abafados de sua consciência. Ela precisava saber. Precisava ouvir da boca de Sofia. Assim que a porta se abriu, Sofia surgiu do corredor. A expressão dela se transformou em puro pânico ao ver

