O quarto estava mergulhado em uma penumbra suave, iluminado apenas pela luz fraca do abajur na mesinha de cabeceira. As paredes eram de um cinza escuro elegante, o lençol que cobria a cama era preto e macio, contrastando com a pele clara de Eva, que acordava devagar. Seus olhos se abriram lentamente, sentindo o corpo pesado e uma dor suave, resultado direto da entrega intensa da noite anterior. Mas o que a despertou não foi o desconforto — foi um som indistinto, talvez o leve ranger da madeira ou o sussurro do vento lá fora. Ela piscou, se situando, e só então percebeu que não estava mais no quarto vermelho. O quarto de Marco. Em algum momento durante a noite, ele a tinha carregado para ali. A cama enorme estava ligeiramente bagunçada, mas envolta num conforto silencioso e íntimo. O rel

