Assim que a porta se fechou atrás de Marco, Eva sentiu suas pernas cederem. O chão gelado encontrou seu corpo, e ela caiu ali, sentada, sem forças para se levantar. O peito subia e descia em um ritmo descompassado, os pulmões tentando acompanhar a tempestade que assolava sua mente. As mãos tremiam em seu colo, e ela fechou os olhos, apertando-os com força, como se quisesse apagar os últimos minutos da sua memória. Mas não conseguia. O calor da presença dele ainda estava em sua pele. Aquela voz baixa e perigosa ainda ecoava em seus ouvidos. O perfume dele ainda impregnava o ar ao seu redor. Eva engoliu em seco, sentindo um nó se formar em sua garganta. E então, as lágrimas vieram. Lágrimas de raiva. De frustração. De confusão. Ela sentiu os olhos queimarem, mas não fez nada par

