CAPÍTULO 14

2304 Palavras
Dulce Maria Fui dormir pensando na transa maravilhosa que tive com Christopher e também no que ele havia falado um pouco antes de sair. Eu já deveria saber que Christopher não é homem para levar mulher nenhuma a sério, principalmente eu, mera empregada. Não deixei também de pensar em Daniel, teria que explicar a ele esse acontecido assim que ele chegasse de viagem. Eu pensava em mil coisas e não conseguia dormir, Christopher, Daniel, boletos culposos e muito mais preocupações não me deixavam dormir, mas exatamente no momento em que enfim estava pregando o olho eu ouvi meu celular tocar, olhei para o visor e vi que era Dani Dulce – Oi Dani – Sonolenta Daniel – Oi Dul, te acordei? Dulce – Talvez...Estava quase dormindo quando você ligou Daniel – Mas já? Pelo que sei no Brasil ainda são 23:45 e você não costuma dormir cedo Dulce – Eu sei porém hoje o dia foi cansativo com as crianças que eu cuido Daniel – Pelo visto você está gostando bastante desse trabalho, não é? Dulce – Acho que sim – rindo fraco – São dois meninos levados – Mas me conte, você volta Sábado, não é ? Daniel – É sobre isso que preciso conversar, íamos voltar Sábado porém Christian conseguiu mais uns dias de férias então resolvemos ficar mais umas 2 semanas Dulce – Poxa eu estou com tantas saudades de você – Manhosa Daniel – Eu também meu anjo, quando nos vermos vamos matar essa saudade com certeza Dulce – Está bem – Pensativa – Quando voltar eu tenho algo a te contar, gosto de ser sincera com você Daniel – O que você andou aprontando, Dulce Maria ? – Sério Dulce – Nada demais, aproveite mais a viagem e quando você voltar eu conto, não se preocupe Daniel – Ok, mas só vai contar depois que matarmos as saudades da melhor forma, do jeito que você mais gosta Enquanto ele falava pude ouvir a voz de algumas pessoas no fundo, parecia que estavam chamando por ele Dulce – Já estou pirando só em pensar Daniel – Gatinha eu vou desligar pois vamos sair, te mando as fotos que tirar Dulce – Está bem, bom passeio Daniel – Obrigado, beijos Desligamos. Coloquei o celular na cabeceira da cama e me virei para o outro lado para dormir, pensando em como Dani era um homem maravilhoso comigo e em como eu sou grata a ele por ter me ajudado com aquele cafajeste. Depois da ligação eu continuei sem sono, resolvi ligar a tv para ver se passava algo de interessante e acabei dormindo por cima do controle. Acordei um tempo depois com uma batida incessante na minha porta, ainda sonolenta me levantei para atender, era Christopher e eu não entendia o porque dele estar tão nervoso. Dulce – O que você quer, carniça? Christopher – O que eu quero? Dulce, você está na minha casa, trabalhando para mim, dormindo ao lado do quarto de 2 crianças e com a tv ligada no som máximo e vendo pornô. Por Deus, a casa inteira está ouvindo essa gemedeira, p***a! Despertei rapidamente do meu sono e quando olhei para a tv havia uma mulher de 4 sendo penetrada duplamente e o som só não estourava os vidros por sorte. Eu juro que eu queria me enfiar debaixo da cama e não sair mais. Dulce – Eu estava vendo filme quando dormi, devo ter dormido em cima do controle Christopher – O pouco que te conheço, sei que teria desculpas melhores – Olhou para a tv – Vai demorar para baixar o volume ou eu mesmo terei que fazer isso? – Cruzando os braços Dulce – Saco! Emburrada, peguei o controle em cima da cama e abaixei o volume totalmente Dulce – Pronto, chefinho! – Irônica Christopher – Boa menina, espero que não se repita isso! – Olhou para os meus pés – Você costuma sair com os sapatos calçados errado? Eu também olhei para os meus pés e vi que meus chinelos estavam ao contrário, na verdade nem eu sei como eu consegui calçá – los assim, pois estavam virados totalmente para baixo e meus dedos estavam encaixados na borracha dele Dulce – Está ouvindo essa voz, Christopher? Christopher – Que voz? Dulce – Não está ouvindo não ? Christopher – Não! – Confuso – Está louca? De que voz está falando ? Dulce – De Deus! Ele está te chamando lá no quarto, dizendo para você ir dormir e me deixar em paz Christopher – HÁ HÁ HÁ – Forçando risada – Como você é engraçada, Dulce Maria! Mas eu vou, e espero que o que aconteceu aqui não se repita Dulce – Ok, tem mais alguma coisa para falar? Christopher – Não, boa noite! Me virei e fui em direção a cama, em um ato de nervosismo joguei o controle na cama mas errei a mira, o que fez ele se espatifar no chão. Me abaixei para pegar e senti umas mãos sendo passadas na minha bunda Christopher – Mas antes me diga, estava vendo pornô porque ? Eu não te satisfiz ? Dulce – Pois é, você não me satisfez – Me levantei Christopher – Mas você mesmo disse que tinha sido o melhor sexo da sua vida – Roçando em mim, apertando o meu quadril Eu arfei ao sentir seu m****o duro por cima do seu shorts, roçar em mim, mas não iria me render Dulce – Eu menti, assim como eu menti que nunca havia feito sexo anal – Sorri ironicamente – Agora se me der licença eu preciso dormir pois amanhã tenho que cuidar dos pestinhas..Digo..Seus filhos Christopher – Está bem, vou te deixar dormir, mas saiba que na próxima vez você vai gritar o meu nome Dulce – Que próxima vez? Você mesmo disse que não rolaria Christopher – Quer saber? Boa noite ! Christopher ia saindo do quarto e quando fui para fechar a porta pude ouvir uma certa voz fininha pontar ali no corredor e dizer algo Eduardo – Papai, titia Dulce, porque tem alguém apanhando? – Esfregando os olhos Dulce – Como assim apanhando? Não tem ninguém apanhando Du, você deve ter sonhado! Eduardo – Tem sim, eu ouvi muito bem uma mulher gritar assim: ME BATE! – Gritou – E depois mulher gritava alto e tinha uns homens também batendo nela Christopher me olhou como quem quisesse me matar e tenho certeza que se tivesse uma arma ali ele atiraria bem no meio da minha testa, ou eu mesma atiraria, tamanha era a vergonha que eu estava naquele momento. Acho que se colocasse um ovo no meu rosto, ele fritava de tão quente. Dulce – Eu vou dormir, boa noite pra vocês Sem esperar resposta, fechei a porta e caminhei tropeçando no meu chinelo virado até a cama, por sorte eu não cai, mas se caísse eu ficaria pelo chão mesmo e esperaria a minha morte. ⚽ Acordei no outro dia as 7h da manhã, pois 07h30 teria que sair para levar Eduardo para a escola. Me levantei, tomei um banho rápido, fiz minhas higienes matinais e me troquei, colocando uma calça jeans, camisa social feminina e nos pés calcei uma sapatilha. Deixei meus cabelos secarem naturalmente e passei uma maquiagem básica. Passei pelos quartos das crianças e estranhei ao ver que elas já não estavam mais lá então desci para o andar debaixo para ver se Antonella havia acordado eles e estava adiantando o café mas dei de cara com eles na sala, de pijama e brincando com Christopher Dulce – Bom dia Rique, bom dia Du! – Me aproximei e dei um beijo em cada um dos dois – Vamos nos arrumar? Christopher – Não, eles não vão Dulce – Como não? Eduardo precisa ir para a escola e eu vou levar ele Christopher – Não sei se você não se recorda dessa cláusula no contrato, mas sempre que eu estiver de folga de manhã, se o Eduardo não tiver nada de importante na escola, ficará comigo, assim como Henrique Dulce – Eu não...- Christopher me interrompe Christopher – Pode tirar a manhã de folga, nos meus momentos com meus filhos não gosto de ninguém nos atrapalhando, pode ir Dulce – Você nasceu arrogante assim ou adquiriu isso com o tempo? Christopher – Como? Repete por favor! Dulce – Nada, Christopher! Christopher – Ok, agora pode ir. Esteja aqui as 13h por favor pois Antonella hoje está de folga, passar bem! Minha vontade era de pegar a cara de Christopher e esfregar no asfalto quente, quem era ele para falar daquela forma comigo? i****a! i*****l! Saco de vacilo! Geladinho de Chorume ! Arrogante! Lindo! Gostoso! Enquanto xingava mentalmente o Christopher de todos os nomes possíveis e imaginários fui até o quarto, peguei a minha bolsa, meu celular e saí, mas antes de sair eu senti alguém agarrar as minhas pernas Eduardo – Até daqui a pouco, tia! Dulce – Até mais tarde pestinha – beijei – lhe a testa Ele se soltou voltou para perto do pai. Comecei a caminhar lentamente e pensando no que iria fazer, então eu decidi que iria fazer uma visita aos meus pais para tomar café com eles e depois faria algumas compras, estava precisando de roupas. O dia estava lindo, sol, queimava o meu rosto, mas minha alegria durou só até eu chegar no ponto de ônibus e ver que a fila já estava enorme Dulce – Queria ser pobre só um dia, pois todos os dias não está dando não – Comentei com alguém aleatório que olhava para mim O ônibus chegou, mas pelo motivo de eu ser azarada não consegui lugar para me sentar, fiquei em pé mesmo. Estava lotado e eu segurei sem prestar atenção na primeira barra que vi. Notei que do nada barra dava uns puxões para trás, estava com medo de cair então gritei Dulce – p**a QUE PARIU ESSA MERDA DE BARRA ESTÁ SOLTA EU VOU CAIR E VOU DERRUBAR TODO MUNDO! Homem – Moça, solta meu p*u por favor, está doendo! Foi nesse momento que vi que eu na verdade segurava o p*u do cara que estava agarrado a barra de ferro de verdade, todos ali começaram a rir e meu rosto ardia Dulce – Bela barra você tem viu moço?! Eu desci no ponto seguinte por tamanha vergonha eu estava sentindo, apesar do meu comentário. Peguei um ônibus que vinha logo atrás, mas para o meu azar também estava lotado e ao meu lado estavam duas pessoas que suavam e fediam a cecê, era muito azar para uma manhã só ⚽ 15 minutos depois eu estava para descer mas discutia com os dois homens que estavam próximos de mim Homem – Cai fora sua louca! Homem 2 – Tem problema na cabeça ? Dulce – Ah vá! Eu tava fazendo um favor para vocês, seus cecezudos! A discussão se deu pelo fato de que eu espirrei desodorante em cima deles, além de eu estar fazendo um favor, ainda reclamam, vê se pode! Caminhei um pouco, passei na padaria, comprei algumas guloseimas para comermos no café da manhã e cheguei na casa dos meus pais pouco depois, mas vi a cena que não queria nunca ver: minha mãe estava deitada de calcinha e sutiã no sofá, meu pai só de cueca box deitado em cima dela e o rádio estava alto tocando calcinha preta Dulce – AI MEU DEUS – Gritei Meu pai caiu rolando para fora do sofá e eu fechei meus olhos, não queria acreditar que peguei meus pais quase transando no sofá da sala Dulce – O que estão fazendo? Blanca – Estávamos nos divertindo e namorando ali no sofá, filha! Dulce – Mãe me poupe dos detalhes por favor – Arregalei os olhos Fernando – Mas é a verdade, eu estava tirando o sutiã dela quando você chegou Dulce – Papai, para! – Fiz careta - E porque no sofá? Vocês não tem quarto não? Blanca – Sim, mas até onde eu sei nós moramos sozinhos e somos marido e mulher, também transamos Dulce – Ok, chega! Vão se trocar enquanto eu arrumo o nosso café Fernando – Está bem – Dando selinho em Blanca – Mais tarde terminamos de namorar meu amor Revirei os olhos e fui para a cozinha, enquanto eles se trocavam eu arrumei a mesa e fiz o café, meus pais apareceram para tomar café e, tirando o ocorrido tomamos nosso café conversando, rindo e em perfeita harmonia Blanca – Filha, seu primo virá almoçar com a gente, porque não fica também para o almoço? Dulce – Não posso pois só ganhei a manhã de folga. Fernando – Uma pena, sua mãe disse a ele que você estava aqui e ele disse que estava vindo também, adoraria te ver Dulce – O QUE? – Gritei – Pablo está vindo aqui? Fernando – Sim, porque ? Dulce –Nada não – Olhei para o relógio - Tenho que ir Eu peguei a minha bolsa, me despedi rapidamente e saí da casa dos meus pais caminhando a passos largos , mas esbarrei em alguém no meio da rua, por sorte era Poncho Alfonso – Está fugindo de quem, Dulce? Dulce – Ninguém, por favor me leva embora? – Respirando rapidamente Alfonso – Levo, mas antes se acalma por favor e me conta o que aconteceu, estou preocupado, p***a! Dulce – Não aconteceu nada, juro ! – Sorri – Agora vem, me leva para fazer compras Alfonso – Compras? Isso é com a Anahí! Dulce – Mas hoje eu quero a sua companhia, vamos, entra no carro e abre ele pra mim por favor! E assim foi o restante da nossa manhã, Alfonso me levou ao centro e fizemos compras, não preciso dizer que fiz Alfonso de chapeleiro, segurando minhas bolsas, não é?
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