Dulce Maria
Saímos da casa do Christopher e pegamos o primeira taxi que passou, até pra poder poupar tempo já que saindo da casa dele já haviam se passado quase 10 minutos e estávamos sem celular para poder pedir um Uber. Eu teria menos tempo ainda para me arrumar.
Cheguei em casa e fui já entrando paro banho, que foi mais rápido do que o famoso banho de gato. Ao sair me troquei rapidamente, coloquei uma calça jeans confortável, uma blusa, uma sapatilha simples e já fui saindo com medo de me atrasar. Assim que ia em sentido a porta, o telefone residencial tocou e fui correndo atender pensando ser algo relacionado ao trabalho
Dulce – Alô?
Anahí – Dulce? Eu vou te matar! Christopher acabou de ligar e me perguntar se você trabalhou me ajudando
Dulce – E você confirmou tudo, né?
Anahí – Sim! Ele disse conhecer minha voz de algum lugar
Dulce – E você nem disfarçou, Anahí? Colocasse um pano na frente do telefone pra voz ficar mais distante e com aparência de mais velha
Anahí – Eu não me lembrei Dulce mas pelo meu teatro, a Globo já pode me contratar! Estão perdendo uma atriz e tanto – Falou orgulhosa de si
Dulce – Ah sim, ele quase reconheceu sua voz mas você merece sim um papel principal na Globo, bom se era só isso eu preciso desligar amiga! Estou indo para o meu primeiro de muitos dias de trabalho
Anahí – Não é só isso não Dulcinha, a minha maleta de maquiagem é da CHANEL
Dulce – É o que? – Franzindo a testa – Pelo jeito só poderei lhe comprar essa maleta se algum dia eu declarar imposto de resta
Anahí – Não seja exagera Dulce, eu aceito até de presente de Natal. Já da pra você ir juntando o dinheiro
Dulce – Anahí, o aniversário é de Jesus, não seu! Agora me deixe ir trabalhar e me deseje boa sorte no meu primeiro dia
Anahí – Boa sorte amiga! E não se esquece da minha maleta hein.
Dulce – Ok – desligou se dirigindo á porta
Quando saí de casa, olhei pro relógio e vi que não conseguiria chegar a tempo caso eu fosse de ônibus e tive que novamente recorrer ao Uber, notei que eu não estava com o aplicativo instalado no aparelho e resolvi recorrer á primeira pessoa da minha lista de contatos que para minha sorte, era Anahí.
Liguei, ela pediu o Uber para mim e me informou a placa : era um Fiat Siena prata.
Atravessei para o outro lado da rua porque Anahi com sua cabeça oca colocou o número errado, mas antes de atravessar reparei que, Antônia a minha querida vizinha estava cuidando da fofoca do dia com a desculpa de estar varrendo a calçada.
Estava com tanto medo de chegar atrasada e quando olhei para outro lado da rua, avistei parado Siena, abri a porta traseira pra me acomodar, pedi que o motorista tivesse um pouco mais de rapidez pra chegar cedo, não tinha tanto trânsito aquela hora porem não queria dar motivos de receber reclamações logo no meu primeiro dia de serviço, coloquei meu fone e segui viagem, em menos de 15 minutos eu estaria lá mas só me dei conta quando demorou mais que isso e então percebi que não estava no meu destino e que alem de tudo, eu havia pego o Uber errado
Dulce – Moço, esse não o meu destino!
Motorista – É sim, a senhora não se chama Clarisse?
Dulce – Não moço, pelo amor de Deus. Eu preciso chegar em 10 minutos nesse endereço aqui – Apontei o papel para que ele me ajudasse
Comecei ficar desesperada, enviei minha localização pra 3 pessoas, liguei pro Poncho com a ligação no viva voz, já pra demonstrar que tem alguém por mim nesse mundo e pra me deixar mais desesperada ainda, chegou uma notificação dizendo que eu estava com 15% de bateria.
Dulce – Pronto, estou no carro de um estranho, fora do meu destino, atrasada para o trabalho e ainda sem bateria – Choramingou nervosa
Motorista – Posso fazer esse trajeto em no máximo 15 minutos mais ou menos
Dulce – 15 minutos é pouco, meu senhor. Preciso estar no meu trabalho em no máximo 10 minutos
Motorista – Não tem como eu colocar asas no carro senhora
Nunca pensei que ficaria com tanto medo na minha vida, 20 minutos depois e após pagar um taxa de R$15,00 consegui chegar no meu destino, ou seja, no meu trabalho ou devo chama-lo de ex trabalho por estar exatos 10 minutos atrasada?
Entrei mais do que de pressa pelo portão ao qual o porteiro, seu Jaime abriu por já me conhecer, corri pelo jardim e entrei na mansão dando de cara com Antonella que me aguardava ansiosa pelo que vi
Antonella – Boa tarde menina Dulce, pensei que você não viria
Dulce – É que deu maior confusão psra conseguir chegar aqui, e só pela força de vontade eu já deveria começar recebendo o meu salário
Antonella – Venha por aqui Dulce, o Eduardo está jogando vídeo game na sala e o Henrique está dormindo
Dulce – Antonella, se não for te pedir muito, eu gostaria de pedir que a senhora não comentasse o meu pequeno atrasado com o Christopher
Antonella – Fica tranquila menina Dulce, você tem direito á 15 minutos de tolerância – Falou com a mão em meu ombro
Fui deixar minha bolsa no quarto ao qual Antonella disse que seria o meu caso eu passasse no teste, o quarto era maravilhoso, cama macia, lençóis bem alinhados e as paredes de gesso, um banheiro lindo e o que eu mais esperava, a banheira com todos os sais existentes no mundo e eu m*l via a hora de poder jogar todos eles dentro daquela banheira e só sair de lá de dentro quando minha pele estiver desgrudando do corpo
Antonella – Venha, está na hora de dar o almoço deles, você já almoçou?
Dulce – Não mas eu estou sem fome
Antonella – Depois que dermos o almoço a eles, vamos almoçar
Dulce – Está bem
Desci e fiquei com a função de dar a papinha do do Henrique e o almoço do Eduardo mas a função mais difícil que era tirar Eduardo do vídeo game, cheguei na sala e encontrei Eduardo inclinado pra frente e super concentrado na tela, na ideal pose de que cansou de perdeu e começou a jogar sério
Eduardo – Vem jogar comigo tia! – Falou com os olhos vidrados no game
Dulce – Tudo bem mas o que acha de almoçar antes?
Eduardo - Ah não tia, eu quero jogar
Dulce – Prometo que depois que você almoçar e escovar os dentes eu jogo uma partida com você
Eduardo – Combinado tia! –
Ele se levantou e me acompanhou até a mesa. Henrique estava em meu colo e me olhava com um olhar curioso. Antonella me mostrou o cadeirão onde Henrique costumava comer e então coloquei ele sentado lá
Antonella – Ele já sabe comer sozinho mas é preciso ficar de olho pois ele joga toda a comida para fora
Dulce – Está bem
A empregada se aproximou com o prato de comida dos dois. Ajudei Eduardo a cortar a carne ao mesmo tempo em que ficava de olho em Henrique.
Eduardo – Que desenho legal você fez tia! – Disse encantado
Se tinha algo que eu sabia fazer de bom na minha vida era enfeitar o prato de crianças, para Eduardo eu havia feito uma carinha feliz com os pedaços de carne e legumes que tinham ali.
Dulce – Gostou?
Eduardo – Gostei, eu vou comer tudo!
Dulce – Pois é para comer mesmo, eu tenho uma vaga de emprego a zelar
Me virei par Henrique novamente, que estava todo lambuzado de papinha
Dulce – Temos o bozo aqui na mesa!
Eduardo – O que é o bozo tia?
Dulce – O seu irmão – Rindo
Peguei a colher das mãos de Henrique e o ajudei a comer, Antonella vinha sempre nos ver, perguntando se estava tudo bem.
Assim que os meninos terminaram de almoçar, retirei Henrique do cadeirão e sem eu precisar dizer nada Eduardo correu para o banheiro
Antonella – Fique tranquila, pode colocar Henrique no chão que ele seguirá Eduardo, eles já sabem que tem que escovar os dentes. É só você seguir eles e os auxiliar na escovação
Assenti sorrindo de lado e coloquei Henrique no chão, que foi correndo para o banheiro onde o irmão estava.
Reparei que as escovas deles eram do Rei Leão.
Ajudei eles na escovagem e logo voltamos para sala. Antonella me mostrou o tapete onde eu poderia colocar Henrique para brincar. Percebi que ele estava um pouco acoado comigo, talvez estivesse estranhando a minha pessoa, o que eu julgo ser algo normal.
Como Antonella havia dito, almoçamos juntas enquanto ela me perguntava algumas coisas da minha vida
Antonella – Você já se envolveu amorosamente com alguém?
Dulce – Eu namoro, porque
Antonella – Nada
Não entendi a pergunta dela mas continuamos conversando, ela parecia ser uma pessoa muito simpática, trabalhava há anos na casa de Christopher.
Terminamos de almoçar e eu voltei para a sala e como eu havia prometido, me sentei ao chão do lado de Eduardo para jogar uma partida de Mário com ele
Dulce – Agora eu vou ganhar de você, você vai ver!
Eduardo – Quero ver, tia!
Ele me entregou o controle e eu me senti mais burra do que o normal quando apertei todos os botões e não sabia como dar o play, o sentimento de burrice só piorou quando eu tive que perguntar para uma criança de 6 anos onde eu clicava para dar o play.
A fase do jogo se iniciou e a única coisa que eu sabia era correr, Eduardo só sabia rir da minha situação
Eduardo – Ah tia, a senhora é muito r**m de jogar o Mario
Dulce – Pois é, o que acha de me ensinar?
Eduardo – Daqui que eu te ensino
Entreguei o controle a ele e em seguida senti um certo peso sobre as minhas pernas que estavam dobradas em índio, olhei para baixo e vi que era Henrique se ajeitando para se sentar em minhas pernas.
Questionei Antonella sobre eles terem alguma atividade a ser feita naquela tarde e ela informou que naquele dia não, então passamos a tarde toda brincando na sala.
Já era noite, levei Eduardo pra sala de jantar e fui ao quarto buscar Henrique, que havia dormido por algumas horas enquanto estávamos na sala.
Ao entrar o vi sentadinho no berço olhando pro brinquedinho que estava pendurado e com os olhinhos brilhando me deu um sorrisinho banguelo que aqueceu meu coração, de perto consegui notar o quanto ele tinha semelhanças com o pai, olhos e cachinhos castanhos, iria ser um menino muito bonito quando estivesse mais velho. Peguei ele toda sem jeito no colo, mas com firmeza e ele foi se acomodando entre meus braços, então desci com ele e fui pra mesa de jantar e notei que Antonella havia colocado o lanche de Eduardo.
Me sentei na sala pra dar a mamadeira do Henrique, que mamava e continuava me olhando enquanto eu brincava de fazer careta para ele. Quando ele acabou de mamar eu me lembrei de ter escutado que teria que coloca-lo para arrotar, logo debrucei ele sobre meu ombro e dei leves batidinhas nas costas, fiquei ninando até quem sabe dormir mas de repente ouvi um barulho e rapidamente subiu um cheiro peculiar que senti vir exatamente da fralda dele.
Expectativa: Meus Cifrões na conta, realidade: Fralda com coco
Dulce – É, cuida da alma, porque o corpo já foi! – Falou franzindo o nariz
Subi com ele, tirei a fralda que estava literalmente ensopada de xixi e coco, nunca vi nada mais desesperador. Tive a brilhante ideia de procurar como se troca uma fralda no Youtube, procurei os utensílios que eram ditos na vídeo aula e pra minha sorte já estava tudo em cima da cômoda do bebê, a fralda limpa, a bacia, a toalha e o creme de assadura.
Depois de retirar e descartar a fralda suja, limpei a região com algodão e água morna pra deixar limpo, ajustei a banheira na altura ideal e o coloquei na banheira com água em temperatura ambiente, nem quente e nem fria
Segurei ele de maneira que forma confortável, principalmente, pra que ele não se afogasse, tentei manter a calma e sem exagerar na força. Fiz todo o passo a passo e por fim obstáculo banho concluído, até que não foi tão difícil mas meu primeiro pensamento foi leva-lo em um lava a jato e deixar sair toda a sujeira, agora vem o obstáculo colocar fralda
Passei a pomada de assadura, como vi o talco em cima da cômoda também coloquei por sombra de duvidas e ele começou a tossir
Dulce – Será que exagerei no talco? – Perguntei para mim mesma, receosa
Protegi o pipiu dele com algodão e coloquei a fralda, não sabia se colocava o lacre para frente ou para trás mas tentei fazer o melhor. Antonella apareceu na porta dizendo que Eduardo já havia lanchado e escovado os dentes, estava me esperando para coloca-lo pra dormir
Dulce – Antonella, você é um anjo! Me ajude com essa fralda, na verdade já tem um tempinho que não cuido de criança pequena assim e me esqueci – Fiz careta
Antonella – Não se preocupe, eu te ensino, preste bastante atenção.
Antonella pela experiência de vida colocou aquela fralda como um passe de mágica e eu prestei atenção em todos os detalhes pra não precisar passar mais por isso
Antonella – Menina Dulce, não precisa envolver o piupiu dele com algodão. Pode causar alergia, é somente a pomada, o talco e a fralda
Dulce – Perdão Antonella, só não quis que ele ficasse com a pele molhada caso fizesse xixi na madrugada – Falei coçando a nuca
Antonella – E a fralda estava do lado contrario, é para frente e é apenas uma Dulce. Você havia colocado 3
Percebi de pronto que Antonella segurava o riso e se, fosse eu no lugar dela não teria conseguido segurar não, eu fui uma catástrofe trocando a fralda.
Dulce – É, fiquei com medo que vazasse na madrugada
Antonella – Não, não. Agora vamos que tem colocar Eduardo pra dormir
Cheguei no quarto e Eduardo estava com os olhinhos fechado, pensei até que estava dormindo mas o vi abrir um dos olhos pra me espiar
Dulce – Está tentando me enganar é? – Ninando o Henrique no colo
Eduardo – Não tia, a senhora está muito bonita!
Dulce – Ah é? Obrigada
Agradeci porque se uma mulher diz que você é feia, ela é invejosa, se um homem diz que você é feia, ele é grosseiro mas se for uma criança, ai você é feia mesmo! Se tem uma coisa que criança é, é verdadeira mas como ele me disse que sou bonita, eu acreditei de primeira - Mas agora vamos mimi que eu também preciso colocar esse mocinho aqui no berço pra dormir
Eduardo – Está bem tia, mas vamos orar e agradecer á Deus pelo nosso dia
Eduardo se ajoelhou na beirada da cama e orou:
"Meu Papai do Céu, eu andei errando, andei brigando. Não fiz as coisas direito. Mas, no fundo, eu não gosto de fazer as coisas erradas. Por isso eu peço desculpa e vou fazer força para não errar de novo, mas fazer tudo bem certo, Obrigada pelo dia maravilhoso e pela minha vida, pela da tia Dulce e dos meus próximos, Amém."
Deitou e apagou o abajur e mesmo sem o conhecê-los, eu já tinha gostado daquelas crianças.
Encostei a porta e voltei ao quarto de Henrique. Por incrível que pareça o mais difícil foi coloca -lo pra dormir, só queria rir e se sacudir
Dulce – Vamos dormir Henrique? Titia não sabe como fazer você dormir mas vou cantar uma musiquinha pra você dormir, tá bom?
Como é de imaginar ele nada respondeu, pois pelo que percebi ainda não sabe falar. Pensei por alguns minutos em algumas músicas mas nada me vinha em mente, até que lembrei de uma e comecei a cantar para ele,
Dulce - "Você e sua amiguinha, quer subir na minha motinha? Você e sua amiguinha quer subir na minha motinha?"
E Henrique só sabia rir
Dulce – É, não deu, vamos tentar outra?
Pensei mais um pouco e novamente comecei a cantar
Dulce - Vai, rebola pro pai, vai novinho, vai. Descendo, descendo
Sem sucesso novamente, Henrique não queria dormir de forma alguma
Dulce – É, to vendo que não vai adiantar, né? O mocinho está elétrico!
O coloquei no berço, liguei o brinquedinho que ele tinha pendurado nele, então percebi que o som do brinquedo era da música " nana naném ". Comecei a cantar a musiquinha junto com o brinquedo e um tempo depois ele enfim fechou os olhos e dormiu
Desci pra encontrar Antonella e ver se ela não precisava de ajuda em nada pois as crianças já estavam dormindo e foi mais fácil do que eu imaginei, apesar das 3 fraldas do lado contrario e descendo dou de cara com Christopher chegando do treino, todo suado e maravilhoso
Christopher – Boa noite Dulce! Como está? – Falou com seu tom mais sedutor que existia na face da terra
Fiquei tão nervosa que ao dar passos pra trás, acabei deixando um vaso caríssimo cair no chão
Dulce – Ai meu Deus, o desemprego vem – Falou desesperada.
Christopher – Meu Deus, Dulce. Você está bem? Mas você é desastrada mesmo hein! – Veio em direção á ela ficando bem próximo para ajuda-la
Dulce – Sim, estou. Perdão! Pode descontar do meu dia
Christopher – Eu devia mesmo mas não farei, até porque com o seu dia eu acredito que não conseguiria resgatar o vaso.
Dulce – Na próxima vida, se for pra nascer pobre, eu não saio nem na base da cesariana! – Falou nervosa pela aproximação do Christopher
Christopher – Talvez você esteja certa. – Ele disse sério e eu fiquei sem entender - E as crianças, estão bem?
Dulce – Sim, já comeram o lanche da noite e já estão dormindo
Christopher – Nossa não os vejo dormindo cedo desde.. – Falou pensativo porem desconversou
Dulce – Desde?
Christopher – Esquece! Vou tomar um banho, me encontre na biblioteca em 20 minutos para conversarmos
Dulce – Tudo bem, eu lhe esperarei lá!
-
Os 20 minutos passaram rápido, eu aguardava Christopher na biblioteca quando ouvi o ranger da porta e aquele gostoso entrar por ela, com o seu cheiro inconfundível. Só pelo cheiro a perseguida já dava sinais de vida, até porque ela estava sem trabalhar faz um tempo. Credo que tanta excitação é essa?
Christopher – Olá Dulce Maria, enfim a sos, quero conversar com você – Se sentando a minha frente
Dulce – Está bem, eu...- Me interrompendo
Christopher – Eu disse que eu quero conversar com você, ouça antes de falar, está bem?
Se eu não tivesse precisando tanto de um emprego eu teria saído dali nesse mesmo instante, que arrogância é essa? Se eu soubesse o tanto que ele era arrogante, nunca teria gastado o que gastei sendo fã, comprando jornais, revistas e jamais teria idolatrado ele para Deus e o mundo.
Christopher – Enquanto você fazia Henrique dormir eu conversei com Antonella e ela disse que você cometeu alguns deslizes...
Pronto, era só o que me faltava Antonella ter contado somente do problema com a fralda, se ela fez isso e Christopher não me aprovar no teste eu juro que mato ela antes de ir para casa. Eu já sentia a respiração faltar quando ele continuou a falar
Christopher – Porém ela disse que explicou a você sobre os deslizes, lhe ensinou e que você foi muito bem, que as crianças se deram bem com você. Então você está aprovada, pode se mudar para cá amanhã. Agora vamos conversar sobre o seu salário e folga
Dulce – Muito obrigada pela oportuninadade! – Sorri feliz
Christopher – Só espero que trabalhe corretamente, não costumo tolerar erros – Mexeu na gaveta, tirou alguns papéis e colocou a minha frente – Aqui está o contrato, nele está o salário e explicado sobre como funcionará sua folga.
Ao ver o meu salário eu fui aos céus, seria muitos cifrões na minha conta e eu não saberia nem com o que gastar. Assinei o contrato o mais rápido possível antes que Christopher se arrependesse e me mandasse embora. Eu estava tão feliz que senti um calor subir por mim, acabei abrindo dois botões da minha blusa, meu decote estava um pouco a mostra, mas nada me importava nesse momento.
Ele me olhava sério, senti seus olhos percorrerem e queimarem sobre o meu decote e isso me deixou sem graça e com a calcinha molhada, p***a! Fechei a blusa novamente no mesmo momento
Christopher – Alguma dúvida? Agora você pode falar
Dulce – Nenhuma
Christopher – Ok, já pode ir. Esteja aqui amanhã as 9h já com as suas coisas.
Dulce – Está bem