CAPÍTULO 26

1593 Palavras
Dulce Maria Voltamos para casa e como combinado, passei o dia com Eduardo e Henrique, me partia o coração ver o quão eles sentiam a falta de uma presença materna e principalmente Eduardo que é maiorzinho. Tudo bem que eu não era a mãe deles mas se eu pudesse ajudar com a minha presença feminina, eu ajudaria! Eduardo tinha um sorriso de orelha á orelha Propus que então fizéssemos uma brincadeira entre nós quatro para passar o tempo e eles não se sentirem tristes num dia tão importante como esse Dulce – Porque não fazemos uma brincadeira de envelopes surpresa? Eduardo – Como que brinca disso tia? Dulce - É demais! É um envelope com presentes como café na cama, massagem especial, filme com cafuné, entre outros, eu tenho o arquivo com os templates e é só imprimir, recortar e montar o envelope e recortar os cupons, sortear e realizar o que saiu no cupom. É tão simples, mas rende boas risadas, abraços e lindas lembranças. Eduardo – Vamos tia! Christopher – Tem certeza que isso vai dar certo Dulce? Dulce – Lógico, não confia em mim? Christopher – Certeza que você quer saber? Dulce – Melhor não Me levantei e corri até o meu quarto para pegar meu notebook que eu quase não usava. Voltei para sala e Christopher me ajudou a conectar o notebook na impressora Enquanto imprimia, Christopher foi trocar de roupa juntamente com as crianças e eu aproveitei para me trocar também, coloquei um vestido confortável até porque depois daquela tarde eu iria à casa de meus pais para desejar Feliz dia das mães e entregar o presente que comprei á ela, quando desci Eduardo já estava recortando os cupons e nomes para fazermos o sorteio Eduardo - Posso sortear primeiro tia? Dulce – Tudo bem Edu, mas só vamos falar o que cada um sorteou e o nome que sorteou, quando todos acabarmos, ok? Eduardo – Ta bem tia – Falou dando pulinhos Eduardo foi o primeiro a sortear tanto o nome como o cupom, Henrique foi o próximo que quase pegou dois papeis por ele não entender o que acontecia, então Christopher e eu por ultimo Dulce – E então Edu, quem você tirou e qual é o seu cupom? Eduardo – Tirei o Henrique – Falou fazendo beicinho – Vou ter que ver filme fazendo cafuné Dulce – Vamos ver o do Henrique – Falei tirando os papelzinhos de sua mão – Ele tirou você Edu, terá que dar beijinho de esquimó nele Eduardo – Eca é selinho? Dulce – Não, beijinho de esquimó é com o narizinho Dudu, assim olha – Falei demonstrando como era Christopher – Sendo assim, então eu tirei você e você me tirou Dulce – Não estraga a brincadeira Christopher! Christopher – Estou falando o lógico, Dulce! Só nos resta sabermos o que cada um irá fazer um para o outro – Me olhou com um sorriso malicioso Dulce – Christopher! – O repreendi – Abra logo o seu! Christopher – É, terei que te levar um café da manhã para você, NA CAMA! – Deu um sorriso sacana Dulce – Me deixa ver o meu – Falei abrindo o papel – E eu terei que fazer uma massagem especial em você Christopher – No momento em que eu quiser? Dulce – A brincadeira está ocorrendo agora Christopher, amanhã que não será né? – Falei rindo Eduardo – Então é melhor o Henrique me dar o beijinho de esquimó logo Christopher – Já que Eduardo e Henrique vão cumprir com o cupom, porque não vamos todos para a sala de vídeo ver um filme? Assim Eduardo cumpre o filme com cafuné e você me faz uma massagem especial – Piscou com um olho Dulce – Ok! Enquanto você faz o meu café especial também não é? Christopher – O café não era na cama? – Falou em meu ouvido Dulce – Então, pensando bem. Pode ser amanhã na cama mesmo Fui pegar algumas mantas enquanto Christopher preparava chocolate quente e pipoca Christopher – Aqui está às coisas Esparramamos-nos no sofá, Henrique dormiu antes mesmo de começar o filme e então coloquei ele ao lado de Eduardo que faria um cafuné nele e fiquei ao lado do Christopher, senti uma mão subir em minha coxa e comecei ficar quente Dulce – Quer parar Christopher? As crianças estão aqui Christopher – Na verdade eu queria sua massagem especial agora, nesse exato momento Dulce – Não inventa Christopher, quando você levar meu café na cama, talvez eu faça a sua massagem especial! – Rindo Tirei a mão dele de minha coxa. Vimos filme durante a tarde, Christopher adormeceu igual a Bela Adormecida, acordei ele e fiz ele ir dormir no quarto e depois Eduardo cismou de querer fazer slime Eduardo – Vamos tia, a senhora prometeu que hoje seria um dia especial Dulce – Está bem o chantagista! Precisamos de cola e espuma de barbear Eduardo – Vou buscar isso tudo tia, já volto – Falou correndo para as escadas Dulce – Não corre baby! Eduardo voltou correndo com um potão de cola e vários cremes de barbear Eduardo – Aqui tia, vamos começar? Quero fazer um para mim e outro para Henrique brincar Começamos pela cola, quanto mais cola, mais espuma de barbear. Já estava quase dando ponto quando Christopher apareceu na porta da sala com a cara toda amarrotada e os cachos bagunçado Eduardo – Ferrou! – Saiu correndo Christopher – Volte aqui Eduardo, quem te deu permissão de pegar meu creme de barbear? Dulce – c*****o! Era seu? Christopher – Lógico! Você usa creme de barbear para depilar as pernas? Não né? Christopher deu a volta e subiu atrás de Eduardo, estava bravo e eu podia ver seu rosto em chamas Dulce – Christopher, não vai brigar com o menino coitado. Hoje é um dia especial – Fui atrás dele Eduardo se trancou no quarto, não acredito que Christopher iria bater no menino, subi logo atrás de Christopher e paramos na porta do quarto dele Dulce – Abre pra tia Edu, Sou eu Eduardo – Não, papai pode querer me bater Christopher – Eduardo, eu nunca encostei um dedo em você! Por Deus Dulce – Eduardo, não reclame. Seu pai é um turrão mas tem jeito que nunca lhe bateu! Você não sabe o quanto já levei de chinelada da minha mãe, levei tanta chinelada que eu me admiro de não ter uma tatuagem com o número do chinelo escrito: Made in Brasil 36-37 e sem contar que quando ela vinha me dar chinelada, ela virava professora de português, me batia separando silabas eu-já-fa-lei-pra-vo-cê-não-fa-zer-isso Eduardo – Eu vou abrir mas é só pra você entrar, tia Ouvi o trinco da porta e Eduardo abriu a porta para que eu entrasse porem Christopher ficou na porta ouvindo, como o belo fofoqueiro que ele é Eduardo – Tia, eu fiquei com medo do meu pai me bater, ele nunca me bateu mas as vezes grita e coloca de castigo e não me da presentes Dulce – Castigo é melhor do que apanhar meu pestinha – Falei passando a mão pelos cabelos dele – Eu alem de apanhar, o único presente que eu ganhava era chinelo e uma semana depois ela me dava umas chineladas com o meu próprio presente! Anjinho, seu pai pode ser difícil mas ele ama vocês demais! Vocês não fazem ideia do quanto Eduardo – Eu sei tia, também amamos ele, só temos ele, Antonella, tio Christian e agora a senhora na nossa vida, tem a vovó Ale e o vovô Victor também mas eles estão longe Aquelas palavras acabaram comigo e eu não podia sentir o mesmo sentimento de carinho por eles dois Christopher entrou porta a dentro com lágrimas nos olhos e eu não aguentei segurar mais, cai em lágrimas também Christopher – Eu amo vocês dois mais do que tudo nessa vida, nunca duvidem! Se eu trabalho e treino feito um louco pode ter certeza que não é por um mero sonho e quando descobri que você e seu irmão viriam para minha vida, eu me virei em mil e prometi a mim mesmo que não sossegaria até dar o mundo para vocês dois! Amo você meu amor Eduardo abraçou forte o pai e eu preferi sair e deixar os dois a sos, seria um momento agora de pai e filhos, mas antes não pude deixar de quase pagar meu king kong do dia pois eu estava tão ligada naquela cena que não prestei atenção e tropecei em um carrinho que estava no chão e fui de cara no vão da porta, minha sorte foi conseguir evitar um desastre maior. Se houver um dia uma premiação para a pessoa mais desastrada eu com certeza ganharia, pois meus pais ou até mesmo Christopher iriam me indicar Christopher – Meu Deus Dulce Maria! Dulce – Eu estou bem, podem ficar aí fui a sala de vídeos, peguei Henrique e coloquei no berçinho dele para que dormisse mais sossegado e não caísse caso acordasse. Fui ao meu quarto, peguei minhas coisas, chamei um Uber e fui curtir o dia das mães de uma maneira que também seria especial como foi aqui na casa de Christopher porem agora seria com minha veia ingrata que não sabe quantas vezes eu desvirei chinelo para salva-la da morte e ela me batia com o mesmo chinelo que eu desvirava mas eu lhe agradecia por todas as chinelas porque foram elas que me ensinaram a ser essa mulher de garra que sou hoje em dia!
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