Miguel Eu dei um suspiro de alívio, sentindo o peso dos últimos dias finalmente sair dos meus ombros. A tensão que carregava há semanas, desde a morte de Alfonso e Diego, dissipou-se como uma névoa ao amanhecer. Agora, tudo o que importava estava ali, ao meu lado, dormindo tranquilamente. Mônica. — Oi... Que suspiro foi esse? — ouvi a voz suave da Mônica, brincando, quebrando o silêncio do quarto. Ela ainda estava deitada, mas seus olhos estavam abertos, fixos em mim, cheios de curiosidade e afeto. Eu sorri, sabendo que tinha feito a coisa certa. Cada decisão, cada risco que tomei, valera a pena por ela. Ela abriu os olhos lentamente, aqueles lindos olhos sonolentos que sempre me deixavam sem fôlego. A luz do sol da manhã entrava suavemente pela janela, iluminando seu rosto de uma forma

