Eu não conseguia interromper as lágrimas teimosas que insistiam em descer enquanto as memórias tomavam conta da minha mente mas era inevitável. Aquele silêncio só fazia eu me sentir da mesma forma que eu me sentia todas as vezes que eu era castigada pela minha mãe. Eu só conseguia ouvir os ecos que minhas ações tinham, assim como eu sempre ouvi os ecos da minha voz dentro daquele congelador, e nada além disso. Sentia minha pele fria, como se mais uma vez eu tivesse vivendo aquilo, vivendo um dos meus pesadelos, de novo, e de novo. Os olhos da minha mãe vinham em minha mente, com desprezo, sem pudor e sem culpa por tudo que me fez passar durante minha infância. Eu sentia repulsa, sentia nojo, meu estômago embrulhava só de lembrar por tudo que ela me fez passar. Eu só tinha seis anos, ape

